A ida ao supermercado ficou especialmente mais pesada para quem colocou batata e tomate no carrinho em Cuiabá. Os dois alimentos estão custando mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
A batata chegou ao preço médio de R$ 7,56 o quilo e acumula alta de 116,85% em um ano. Só entre a primeira e a segunda semana de setembro, o produto ficou 36,25% mais caro, a maior variação entre os itens pesquisados.
O tomate seguiu caminho parecido. O preço médio chegou a R$ 11,07 por quilo, com avanço de 22,83% na semana. Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta chega a 102,17%.
Com essas e outras variações, o custo médio da cesta básica atingiu R$ 889 na segunda semana de setembro, aumento de 3,45% em relação aos R$ 859,34 registrados na semana anterior. Na comparação anual, a cesta está 13,29% mais cara: no mesmo período do ano passado, custava R$ 784,74.
Clima pesa no preço dos alimentos
Segundo a análise do IPF-MT, a alta da batata pode estar relacionada às chuvas, que mudaram o ritmo das colheitas e reduziram a disponibilidade do produto.
No caso do tomate, o clima chuvoso também dificultou a colheita e provocou danos aos frutos. O levantamento aponta ainda que algumas lavouras já encerraram a safra, diminuindo a oferta disponível.
A banana também ficou mais cara, com avanço semanal de 13,04% e preço médio de R$ 9,05 o quilo. Conforme o instituto, o calor intenso e a baixa umidade prejudicaram a qualidade das frutas e parte delas não resistiu ao transporte, reduzindo a oferta.

Nem tudo ficou mais caro
Apesar da alta da cesta, alguns produtos deram um pequeno alívio ao consumidor. O feijão caiu 4,80%, a carne bovina recuou 3,09% e o café ficou 1,69% mais barato na comparação semanal.
O quilo da carne bovina ficou em média a R$ 46,52. Segundo o IPF-MT, a redução no volume exportado pode ter aumentado a oferta no mercado interno. Já o café, vendido em média por R$ 27,16 o pacote de 500 gramas, pode ter sido beneficiado pelo avanço da safra e pelo aumento da disponibilidade do grão.
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