Alta Floresta registra 5 casos de malária e alerta quem vive em garimpos e comunidades ribeirinhas

A Prefeitura de Alta Floresta (MT) emitiu um alerta a população para prevenção, diagnóstico e tratamento a malária após o município registrar 5 casos da doença na região do Alto Tapajós na última semana. Os dados são da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com a pasta o alerta é voltado principalmente às pessoas que vivem, trabalham ou frequentam áreas consideradas de risco, como regiões de garimpo, comunidades ribeirinhas, estruturas flutuantes e locais próximos aos rios.

Prefeitura de Alta Floresta emitiu alerta e reforçou orientações para prevenção, diagnóstico e tratamento da malária. – Foto: Reprodução

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Por isso, principalmente para quem esteve ou permanece em áreas de risco, a presença de febre ou outros sintomas compatíveis deve ser motivo para procurar atendimento de saúde.

🤒 Os principais sinais e sintomas podem incluir:

  • febre, que pode surgir de forma intermitente;
  • calafrios e tremores;
  • sudorese (suor intenso);
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo e fraqueza;
  • cansaço e mal-estar;
  • náuseas e, em alguns casos, vômitos.

A malária grave caracteriza-se por um ou mais desses sinais e sintomas:

  • Prostração;
  • Convulsões;
  • Alteração da consciência;
  • Hipotensão arterial ou choque;
  • Dispneia ou hiperventilação;
  • Hemorragias, entre outros.

Diante do surgimento de sinais ou sintomas compatíveis com malária, a orientação é procurar atendimento o mais rápido possível e não esperar o agravamento do quadro.

🏥 Onde buscar atendimento em caso de sintomas?

O diagnóstico e o início do tratamento no tempo adequado são fundamentais para evitar complicações, reduzir os riscos à saúde e contribuir para o controle da transmissão da doença.

A população pode buscar atendimento, diagnóstico e orientações junto ao:

  • Laboratório de Endemias (Avenida Bom Pastor, 337, Alta Floresta)
  • Pronto Atendimento Municipal (PAM) (Rua Orquídeas, 135 – Centro, Alta Floresta)
  • Unidades Básicas de Saúde (UBS)

A orientação é que as pessoas que apresentarem sintomas informem aos profissionais de saúde se estiveram ou permanecem em áreas de risco, especialmente regiões de garimpo, mata, comunidades ribeirinhas, flutuantes ou locais próximos aos rios.

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Pessoas que estiveram em áreas de risco devem informar essa condição aos profissionais de saúde ao buscar atendimento. – Foto: Prefeitura de Alta Floresta

🦟 Como prevenir a malária?

A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, a doença pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.

A prevenção continua sendo uma das principais formas de proteção contra a malária.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • Utilizar repelente, principalmente nos períodos de maior atividade dos mosquitos;
  • Usar roupas de manga comprida e calças, reduzindo a exposição da pele às picadas;
  • Utilizar mosquiteiros durante os períodos de descanso;
  • Manter portas, janelas e demais aberturas protegidas com telas, sempre que possível;
  • Em residências e estruturas flutuantes, reforçar as medidas de proteção contra a entrada de mosquitos.

Já as medidas de prevenção coletiva contra malária são:

  • Borrifação residual intradomiciliar (BRI);
  • Uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração;
  • Pequenas obras de saneamento para drenagem e aterro de criadouros do vetor;
  • Limpeza das margens dos criadouros;
  • Melhoramento da moradia e das condições de trabalho;

O diagnóstico precoce permite que o tratamento seja iniciado oportunamente, reduzindo o risco de complicações e contribuindo para interromper a cadeia de transmissão.

💊 Como funciona o tratamento?

Após a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade e o peso do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

🦟 O que causa a malária?

Segundo o Ministério da Saúde, a malária é transmitida através da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles infectada por uma ou mais espécies de protozoário do gênero Plasmodium.

O mosquito anofelino também é conhecido como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego e bicuda. Estes mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno.

Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa. Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a malária.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Os locais preferenciais escolhidos pelos mosquitos transmissores da malária para colocar seus ovos (criadouros) são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia Brasileira.

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