A Venezuela registrou um novo tremor de magnitude 4,6 na manhã desta segunda-feira (29), cinco dias após o duplo terremoto que deixou cerca de 1,5 mil mortos no país. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo ocorreu às 8h no horário de Brasília, com epicentro em Caraballeda, no litoral norte, a cerca de 30 quilômetros da capital Caracas. Até o momento, não há registro imediato de novos danos.
O tremor acontece em meio a uma corrida contra o tempo nas operações de resgate na Venezuela. Equipes locais e internacionais seguem mobilizadas na tentativa de encontrar sobreviventes sob os escombros. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas.
Apesar da sequência de abalos, autoridades afirmam que o tremor desta segunda-feira (29) não provocou impactos adicionais relevantes. Nos últimos dias, o país tem enfrentado uma série de tremores secundários.
Na sexta-feira (26), um terceiro terremoto de menor intensidade foi registrado na Venezuela, seguido por novos abalos no domingo (28), com magnitudes de 4,2 e 4,5.
Buscas continuam na Venezuela
Mesmo com a diminuição das chances de encontrar sobreviventes com o passar das horas, equipes seguem atuando de forma intensa nas áreas mais atingidas. Somente no domingo, 33 pessoas foram resgatadas com vida, segundo o governo.
Especialistas apontam que as primeiras 48 a 72 horas após desastres naturais são decisivas para localizar sobreviventes. Após esse período, as operações passam a se concentrar principalmente na recuperação de corpos.

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Ainda assim, voluntários seguem nas buscas nesta segunda-feira (29), em meio a condições difíceis, como calor intenso e o avanço da decomposição.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, reforçou a necessidade de continuidade dos trabalhos de resgate e anunciou medidas para atender a população afetada, incluindo pessoas que perderam suas moradias.
Impactos e risco de novos tremores
O desastre deixou um cenário de destruição no país, com mais de 770 edifícios que desmoronaram parcial ou totalmente, incluindo residências, estabelecimentos comerciais e hospitais.

Segundo a ONU, os primeiros terremotos afetaram cerca de 6,8 milhões de pessoas, em um país com população estimada em quase 30 milhões. O risco de novos tremores permanece, já que abalos secundários continuam sendo registrados na região.
A sequência de eventos mantém o país em estado de alerta, enquanto autoridades e equipes de resgate tentam minimizar os impactos da tragédia.