Mais dois nomes se juntaram a lista de pré-candidatos ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, somando dez, até o momento, os que buscam chegar ao comando do Executivo estadual no ano que vem.
São eles o o geólogo e professor universitário Caiubi Kuhn, pré candidato pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e o presidente do Instituto Brasil Cooperado, Maurício Coelho, pelo Partido Mobiliza. Os nomes foram anunciados por meio das redes sociais dos pré-candidatos.
Os partidos terão até 5 de agosto para definir candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de governador e vice-governador, assim como presidente e vice-presidente da República, senadores e suplentes, bem como aos cargos de deputado federal e estadual.
Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Quem são eles? Veja em ordem alfabética
Alex Pucinelli
O empresário do setor elétrico e de infraestrutura Alex Puccinelli deixou o Novo e se filiou ao Democrata 35 para viabilizar seu projeto ao Palácio Paiaguás. O ato ocorreu no gabinete do deputado distrital Jorge Vianna, e a migração foi articulada em diálogo com o ex-deputado federal Luis Miranda. A sigla anteriormente era denominada Partido da Mulher Brasileira (PMB).
Autodeclarado terceira via, o anúncio da pré-candidatura ao governo de Mato Grosso se deu pelas redes sociais, onde compartilha ideais conservadores, cristãos e pró-família. Em busca de uma estrutura partidária, Pucineli até chegou a abrir conversas com o ex-presidente da Aprosoja e liderança do agronegócio, Antonio Galvan. O objetivo era uma possível filiação ao Avante. No entanto, os planos não avançaram.
Caiubi Kuhn
Geólogo e professor universitário, Caiubi Kuhn foi escolhido pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Mato Grosso como pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A definição ocorreu em reunião da Executiva estadual no final de abril de 2026, com o objetivo de lançar uma chapa independente e própria, contando com o apoio da executiva nacional do partido.

Caiubi Kuhn é graduado em Geologia pela UFMT, com especialização em Gestão Pública e mestrado em Geociências pela instituição. É doutor em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em regime de cotutela com a University of Tübingen (Alemanha). A decisão do PDT em ter candidaturas próprias foi tomada em reunião da executiva estadual.
Jayme Campos
Senador, Jayme Campos (União) defende pré-candidatura ao governo pelo União Brasil, ainda que o presidente do diretório estadual do partido, o ex-governador Mauro Mendes (União), já tenha declarado apoio a Otaviano Pivetta, devido a um acordo feito nas eleições passadas.

Empresário e agropecuarista, Jayme é um dos nomes da política tradicional mato-grossense. Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos, ex-governador de Mato Grosso, e senador em segundo mandato, defende que tem experiência política para comandar o Estado novamente.
Marcelo Maluf
O empresário Marcelo Maluf deixou o PSDB e oficializou entrada no partido Novo em Mato Grosso. Durante o ato de filiação, em Brasília, o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, formalizou o convite para que o fundador do Grupo São Benedito seja pré-candidato do partido ao governo do Estado nas eleições de outubro.

Maluf detém uma das maiores construtoras do Centro-Oeste e opera no ramo imobiliário. O empresário disse que há interesse em contribuir com o projeto político do Novo, que classificou como um “partido de direita”, alinhado aos ideais dele.
Maurício Coelho
Encabeçando a chapa pelo Mobiliza, o presidente do Instituto Brasil Cooperado, Maurício Coelho, foi lançado pré-candidato ao governo de Mato Grosso e terá como vice o médico pneumologista Wagner Malheiros. Segundo eles, a proposta para o governo é enfrentar o alto custo de vida e buscar alternativas econômicas que tornem os preços mais acessíveis para a população mato-grossense.

Nas redes sociais, Coelho afirma que na pré-candidatura não fará uso de recursos do fundo eleitoral e terá ‘zero’ uso de dinheiro de ‘barões do agro’.
“Nossa única dívida será com o trabalhador mato-grossense. Sem rabo preso com a Panela, a gente tem liberdade para cortar privilégios e baixar o seu custo de vida”, diz em publicação.
Maurício Tonhá
Empresário rural e ex-prefeito de Água Boa (MT) por dois mandatos, Maurício Tonhá foi convidado a ser candidato ao governo de Mato Grosso pelo partido Democracia Cristã (DC) nas eleições deste ano. O nome dele foi anunciado durante evento do partido em 2025 e conta com apoio de uma ala de políticos de direita e autodeclarados “bolsonaristas raiz”.

Nascido em Santana, no sertão baiano, é filho de professora e de pequeno produtor rural, e construiu trajetória dentro do agronegócio brasileiro. De feirante em Brasília a fundador da Estância Bahia Leilões, é reconhecido como o homem que realiza o maior leilão de bovinos do mundo, o Mega Leilão de Água Boa.
Natasha Slhessarenko
Nas redes sociais, Natasha Slhessarenko já se apresenta como pré-candidata ao governo de Mato Grosso em 2026. Médica pediatra, empresária e professora, o sobrenome conhecido, “Slhessarenko”, vem da mãe, a ex-senadora Serys Slhessarenko.

Migrou do PSB para o PSD de Carlos Fávaro no ano passado, que tem se alinhado com a esquerda mato-grossense junto da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Natasha nunca ocupou cargo eletivo e se lançou na política em 2022, durante pré-campanha ao Senado, porém teve a candidatura inviabilizada poucos meses antes da eleição.
Otaviano Pivetta
Atual governador de Mato Grosso, após a saída de Mauro Mendes (União), que vai concorrer ao Senado, Otaviano Pivetta (Republicanos) defende a pré-candidatura como meio de continuidade do modelo de gestão adotado desde 2019, quando os dois foram eleitos.

Gaúcho do Rio Grande do Sul, radicado em Mato Grosso desde a década de 1980, é produtor agropecuário, eleito três vezes prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde (MT), assumindo o cargo pela primeira vez em 1997 e encerrando em 2016, quando saiu com mais de 80% de aprovação da população.
Em março de 2026, assumiu o governo do Mato Grosso.
Rafaell Milas
Autodeclarado anti-sistema, o analista político e produtor de conteúdo para internet, Rafaell Milas confirmou que é pré-candidato ao governo pelo Partido Missão, sigla recém-criada e oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL). Recentemente o ex-deputado federal e fundador do Missão, Arthur Do Val, esteve em Cuiabá para evento e oficializou a pré-candidatura do colega.
Com o lema “parlamentar não faz dancinha”, tem feito críticas reiteradas a diversos parlamentares desde a Câmara de Cuiabá, até o governo do Estado.

Wellington Fagundes
Médico veterinário nascido em Rondonópolis, Wellington Fagundes (PL) tem uma longa trajetória parlamentar, com 24 anos de atuação na Câmara dos Deputados, antes de chegar ao Senado. Exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal (1991–2015) antes de ser eleito senador em 2014 e reeleito em 2022 com 63,54% dos votos válidos.

Oficializado pelo Partido Liberal (PL) como o pré-candidato da sigla ao governo de Mato Grosso, Fagundes está no espectro político mais à direita. No entanto, enfrenta uma resistência interna dentro da própria sigla, pois parte dos filiados, principalmente prefeitos das principais cidades de MT declaram apoio a Pivetta.
Eleições 2026
Além dos 27 governadores, os brasileiros deverão votar também para eleger o próximo presidente e vice-presidente da República, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais ou distritais e 54 senadores.
O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno acontecerá no dia 25 de outubro. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito Federal.
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