Fazendas de eucalipto usadas para abastecer a indústria da celulose entraram na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) nesta semana. A 1ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas abriu um inquérito civil para apurar possíveis impactos ambientais causados pela expansão das plantações na região leste do estado, especialmente sobre recursos hídricos, fauna e flora.
O promotor de Justiça Antonio Carlos Garcia de Oliveira informou que a investigação começou após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPMS e à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). As manifestações tiveram como base relatórios técnicos socioambientais produzidos na região da Costa Leste.
Um dos principais focos da apuração é a situação das nascentes e dos cursos d’água. Estudos apresentados ao Ministério Público indicam que mais de 400 nascentes podem ter sido impactadas ou degradadas na região leste do Estado, principalmente em assentamentos rurais de municípios como Três Lagoas e Selvíria.

Segundo os documentos analisados, a expansão da monocultura de eucalipto tem avançado sobre áreas sensíveis do Cerrado e regiões de transição entre biomas.
Pesquisadores e moradores relatam preocupação com o alto consumo de água da atividade, desde o plantio até a produção de celulose, o que poderia afetar o ciclo hidrológico e comprometer córregos e rios da região.

Além dos recursos hídricos, a investigação também busca identificar possíveis impactos à biodiversidade, incluindo danos à fauna e à flora nativas provocados pela retirada da vegetação natural.
Com a abertura do inquérito, o MPMS iniciou uma série de diligências para verificar os impactos ambientais já registrados e os riscos futuros associados à atividade.
Entre as medidas, será analisado o cumprimento da legislação ambiental pelas empresas de celulose que atuam na região.
O Ministério Público também irá verificar a regularidade dos: