Após a morte do soldado Marcelo Pimenta durante um confronto armado em Corumbá, o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou que a corporação dará uma resposta firme ao crime e lamentou a perda do policial na ação.
“Nós vamos estar fazendo a ação mais presente, com as nossas forças, nossas forças da Polícia Militar especializadas”, afirmou o comandante ao confirmar o reforço do policiamento no município.
Durante a entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (1), Garnes destacou que todas as forças especializadas da PM foram mobilizadas logo após o ataque que vitimou o policial, incluindo equipes do CHOQUE, BOPE e DOF.
A operação resultou na prisão de suspeitos, na apreensão de armas de grosso calibre e segue em busca de um integrante do grupo criminoso que permanece foragido.
Ao comentar o enfrentamento ao crime organizado, o comandante foi enfático ao afirmar que a corporação está preparada para reagir às investidas contra os policiais.
“O que vem ocorrendo é que os meleantes, podemos dizer assim, eles querem fazer o enfrentamento com a Polícia Militar e nós estamos prontos para revidar. Infelizmente tivemos um óbito do policial militar, mas nós estamos prontos para servir a sociedade.”
Na sequência, Garnes reforçou o posicionamento da instituição.
“Ou seja, não mexa com a Polícia Militar, que nós vamos estar fazendo o nosso trabalho.”
Crime organizado em Corumbá
Segundo o comandante, o confronto teve origem em uma disputa entre integrantes de uma facção criminosa pelo domínio do tráfico de drogas em Corumbá.
“Tem um envolvimento sim com o PCC, mas é pelo domínio do local, entre os faccionados do PCC”, declarou.
Durante a operação, a Polícia Militar apreendeu dois fuzis calibre 5.56, uma pistola 9 milímetros e um revólver calibre .38. Um dos suspeitos morreu após, conforme a versão apresentada pela corporação, tentar tomar a arma de um policial durante o deslocamento para a delegacia.
Outro suspeito foi preso, uma mulher também acabou detida por suposta participação no esconderijo das armas, e um quarto integrante do grupo continua sendo procurado.
Quem era o Policial Militar?
Ao lamentar a morte do soldado Marcelo Pimenta, que ingressou na corporação em 2024, Garnes afirmou que a missão da Polícia Militar será mantida mesmo diante dos riscos enfrentados diariamente.
“Essa é a nossa missão, mesmo com o risco da própria vida, nós vamos estar cumprindo e mantendo a ordem no nosso Estado.”
Marcelo Pimenta era lotado no 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá. Antes de ingressar na corporação, trabalhou como cinegrafista na TV Morena, onde construiu laços de amizade com profissionais da comunicação.
Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgados os horários e locais do velório e do sepultamento do policial militar. Familiares, amigos e colegas de farda receberam manifestações de solidariedade após a confirmação da morte.
