Câmara de Cuiabá tem 2 pedidos de CPI para apurar suposto rombo na Educação

Com 4 minutos de diferença, foram protocolados nesta quinta-feira (28) dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação (SME), denunciado ontem pelo próprio prefeito Abilio Brunini (PL).

O primeiro requerimento foi do vereador Demilson Nogueira (PP) às 11h42min48s e o segundo, de Maysa Leão (Republicanos), registrado às 11h46min36s. Ambos com o mesmo objeto de investigação.

Para considerar quem chegou primeiro, é considerado o momento em que se conseguiram as 9 assinaturas, o mínimo exigido pelo regimento. Neste quesito, Maysa foi mais rápida; às 11h34min11s preencheu o critério, cerca de 40 segundos antes de Demilson Nogueira.

Câmara de Cuiabá tem 2 pedidos de CPI para apurar suposto rombo na educação. -Foto: Secom Câmara

O ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, foi nesta quinta (28) à Câmara para prestar esclarecimentos e negou qualquer irregularidade na compra de material didático que, conforme a denúncia de Abílio, pode ter sido superfaturada.

Agora, é a Procuradoria-Geral Legislativa da Câmara Municipal que vai dar o parecer técnico e jurídico, dentro de 48 horas, para definir qual requerimento deve tramitar na Casa. Na Câmara já estão em andamento cinco CPIs, o máximo permitido. Essa nova investigação, portanto, ficará para depois da conclusão de uma delas.

Denúncia de ex-secretário

O ex-secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, foi à Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (28) para rebater as suspeitas levantadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) sobre um suposto desvio de aproximadamente R$ 80 milhões na pasta. A denúncia havia sido feita pelo prefeito em vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirmou que abriria investigação para apurar possíveis fraudes na compra de materiais didáticos.

“No ano passado, nós cumprimos os 25% constitucionais de aquisições da educação, só que o dinheiro não foi para lá. Foi uma pedalada de mais de 100 milhões e que está inclusive documentada na Comissão de Educação. Está lá mais de 100 milhões que deveriam ter ido para a educação no ano passado e não foram. Só que eu não deixei de cumprir os 25% constitucionais obrigatórios para que o prefeito não fique jamais inelegível”, afirmou durante tribuna.

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