Polícia Civil incinera 74 quilos de cocaína, maconha e skank em Barra do Garças

O encerramento do ciclo processual de importantes investigações contra o narcotráfico na faixa leste do estado ganhou um desfecho definitivo. Na manhã desta quinta-feira (28), a Polícia Civil de Mato Grosso coordenou a incineração de aproximadamente 74 quilos de substâncias entorpecentes no município de Barra do Garças. O procedimento de descarte de alta segurança foi executado logo após a concessão de aval da Justiça e mobilizou fiscais da Vigilância Sanitária municipal, além de peritos criminais vinculados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O volume de materiais ilícitos incinerados reflete o esforço das forças integradas de segurança pública para asfixiar a logística dos grupos criminosos. Segundo o relatório técnico oficial emitido pela 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, a destruição englobou cerca de 62 quilos de cloridrato e pasta-base de cocaína, seis quilos de maconha prensada e outros seis quilos de skank — variedade hidropônica conhecida popularmente como “supermaconha” devido à alta concentração de tetrahidrocanabinol (THC).

Procedimento em caldeiras cumpre Lei de Drogas e regras rígidas de cadeia de custódia

A logística da queima ocorreu em uma fornalha industrial dotada de filtros de contenção de resíduos, seguindo à risca os protocolos sanitários estaduais e as normas federais que regulam a cadeia de custódia e a destruição de corpos de delito. De acordo com os dispositivos da Lei de Drogas (Lei Federal nº 11.343/2006), o ato de incineração é obrigatório para esvaziar os depósitos policiais, eliminando os riscos institucionais de tentativas de resgate de cargas ou contaminações pelo armazenamento prolongado de insumos químicos dentro das delegacias de polícia.

A presença dos peritos da Politec e dos agentes de vigilância ambiental garante a total transparência e rastreabilidade do processo. Antes do acionamento dos queimadores, amostras dos tabletes são testadas novamente por meio de reagentes químicos específicos para certificar que a massa asfáltica destruída corresponde exatamente ao produto apreendido nas rodovias. O município de Barra do Garças figura como um ponto sensível e estratégico para o monitoramento policial por estar colado à divisa com o estado de Goiás, funcionando como portal de escoamento para o mercado consumidor do Sudeste brasileiro.

O balanço dos entorpecentes eliminados na operação em Barra do Garças reúne:

  • 62 quilos de cocaína: O maior volume da destruição, avaliado em alto valor no mercado ilícito;
  • 06 quilos de maconha: Provenientes de apreensões rotineiras em veículos de passeio e ônibus;
  • 06 quilos de skank: Fração da variante de alta potência psicoativa interceptada na região;
  • Chancela Técnica: Fiscalização presencial obrigatória por lei realizada pela Politec e Vigilância local.

Barra do Garças atua como corredor logístico de divisa e exige ações policiais integradas

A queima deste lote de entorpecentes ao longo de 2026 coroa o resultado de operações de barreira e saturação que integraram as forças da Polícia Civil, da Polícia Militar e de agências federais nos principais eixos rodoviários que cortam o Vale do Araguaia, como as rodovias BR-070 e BR-158. Delegados da região explicam que o cerco nas estradas e as investigações de campo em áreas urbanas de Barra do Garças e Pontal do Araguaia são fundamentais para impedir a fixação de consórcios do crime na divisa estadual.

A Polícia Civil reitera que o canal de denúncias anônimas da instituição segue à disposição da sociedade de forma permanente. O fornecimento de pistas e movimentações suspeitas em bairros periféricos pode ser repassado com sigilo absoluto pelo telefone de emergência 197. As informações coletadas servem de matéria-prima para a abertura de novos inquéritos e o planejamento de futuras incursões que visam desestruturar bocas de fumo e rotas de transporte interestadual.

Inventário da Destruição Judicial Métricas de Peso e Órgãos Reguladores (MT – 2026)
Massa Total de Entorpecentes Aproximadamente 74 quilos de drogas eliminadas
Carga de Cocaína Destruída 62 quilos (Pasta-base e Cloridrato)
Volume Combinado de Maconha e Skank 12 quilos de derivados de Cannabis
Unidade Policial Responsável 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças (PJC-MT)
Agentes de Fiscalização Presencial Peritos da Politec e Fiscais da Vigilância Sanitária

A destruição desses 74 quilos de drogas pela Polícia Civil em Barra do Garças demonstra a seriedade e o cumprimento rigoroso dos ritos jurídicos da Lei de Drogas no município, evidenciando que queimar o entorpecente apreendido é a única forma de encerrar de fato a cadeia criminosa e garantir a segurança dos agentes públicos envolvidos na custódia, embora especialistas e moradores da região do Araguaia apontem com preocupação que a incineração é apenas a ponta do iceberg de um problema crônico, uma vez que a posição geográfica de Barra do Garças a transforma em uma das rotas de escoamento mais cobiçadas do país, o que exige do Governo do Estado a instalação de postos de fiscalização fixos com scanners de contêineres e cães farejadores nas divisas, sob o risco de as forças locais continuarem enxugando gelo diante do fluxo ininterrupto de carregamentos pesados que cruzam nossas rodovias rumo aos grandes centros urbanos. Você considera que a realização de barreiras móveis e operações pontuais nas rodovias é eficaz para conter a entrada de entorpecentes em Mato Grosso, ou acredita que o foco principal deveria ser o investimento em investigações de inteligência cibernética e quebra do sigilo bancário dos grandes barões do tráfico? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia