Cachorro queimado em pet shop permanece internado para tratamento contra anemia

O cachorro Tedy, que sofreu queimaduras graves durante um banho e tosa em um pet shop irregular em Cuiabá, apresentou melhoras após 43 dias do ocorrido, mas permanece internado para tratamento de um quadro de anemia e para cicatrização dos ferimentos.

Ao Primeira Página a tutora de Tedy, Maria Lucilene, explica que o cãozinho recebeu duas bolsas de sangue durante o tratamento, mas o quadro de anemia persiste. Além disso, a imunidade do animal está baixa, mas o quadro é considerado estável e evolui para melhoras.

Em relação às feridas causadas pelas queimaduras, os tecidos necrosados já caíram e a pele tem cicatrizado sob cuidados dos médicos veterinários para que não seja acometida por bactérias e doenças diante da exposição do tecido.

Ele passa ainda por tratamento a laser e ozônio terapia. “Ele está bem, estabilizando bem, um dia de cada vez, já passou o pior. Com a melhora dessa anemia ele vai poder receber alta”, conta Maria, esperançosa.

De acordo com os médicos, provavelmente Tedy ficará mais 15 dias internado. Segundo a tutora, ainda não é possível saber o valor total da internação, mas compreende que os custos podem ser elevados. Após a alta médica será possível saber o custo total dos gastos médicos.

Pet shop irregular funcionava desde 2021

No dia 13 de maio deste ano o cachorro Tedy, de 6 anos, foi levado a um pet shop para um banho e tosa, em Cuiabá. No entanto, ao retornar do procedimento, a dona percebeu que o cão estava com queimaduras de segundo grau pelo corpo e passava mal.

A tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, denunciou o caso à Polícia Civil, que passou a investigar o local. Desde então o animal está internado e sem previsão de alta hospitalar.

Dois dias depois, no dia 15, Tedy começou a apresentar áreas de inchaço próximas às queimaduras. No dia 16, o quadro começou a ficar mais crítico. Os edemas aumentaram e foram para a região do pescoço. O animal teve queimaduras graves de segundo grau e diversos problemas de saúde decorrentes disso.

A dona do pet shop, uma mulher, de 45 anos, foi presa em flagrante no dia 20 de maio, após a investigação apontar que equipamentos que seriam periciados foram retirados do estabelecimento antes da chegada da polícia. Contudo, ela foi solta horas depois ao pagar fiança no valor de R$ 4,8 mil.

O pet shop funcionava na própria residência da suspeita desde 2021, onde ela realizava serviços de banho e tosa no sistema delivery.

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