Safra de grãos deve alcançar 360 milhões de toneladas, segundo a Conab

A produção brasileira de grãos deve chegar a 360,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior. Se a estimativa for confirmada, serão colhidas 7,8 milhões de toneladas a mais no país. Os números fazem parte do 10º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O avanço está ligado principalmente ao aumento da área plantada, que deve passar de 81,7 milhões para 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média das lavouras deve permanecer praticamente estável, em 4.311 quilos por hectare.

Produção total de milho deve chegar a 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4%. – Foto: Marcelo Souza

Mato Grosso deve colher 113,4 milhões de toneladas

Maior produtor de grãos do país, Mato Grosso deve colher 113,4 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa um crescimento de 0,9% em comparação com as 112,4 milhões de toneladas produzidas no ciclo anterior.

A área cultivada no estado cresceu 2,1% e chegou a 22,8 milhões de hectares. Apesar da expansão, a produtividade média deve recuar 1,2%, passando de 5.040 para 4.978 quilos por hectare.

No milho segunda safra, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Mesmo com o excesso de chuva durante a colheita da soja, os produtores conseguiram plantar grande parte do cereal dentro da janela considerada ideal. As áreas semeadas no período adequado apresentam expectativa de boa produtividade.

Nas lavouras plantadas mais tarde, porém, houve restrição de chuva, o que reduziu o potencial produtivo de algumas áreas. A colheita do milho já ultrapassou metade da área cultivada no estado.

soja
Produção brasileira de soja foi estimada em 180,6 milhões de toneladas. – Foto: CNA

Produção deve crescer 4,6% em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a produção de grãos está estimada em 29,9 milhões de toneladas, alta de 4,6% sobre as 28,6 milhões de toneladas registradas na temporada passada.

A área cultivada deve alcançar 6,9 milhões de hectares, crescimento de 3,8%. A produtividade média também deve aumentar 0,8%, chegando a 4.338 quilos por hectare.

A colheita do milho segunda safra começou na região centro-sul do estado, mas avança lentamente por causa das chuvas e da umidade elevada nos grãos. A expectativa é de intensificação dos trabalhos após a primeira quinzena de julho.

Segundo o levantamento, a maior parte das lavouras já está em fase avançada de desenvolvimento, o que reduziu a preocupação com possíveis geadas. O principal risco climático passa a ser a ocorrência de vendavais, que podem derrubar plantas nas áreas cultivadas mais tarde.

Estimativas para os principais produtos agrícolas do país.

Soja

180,6 milhões t Alta de 5,3%

Produção favorecida pelo aumento da área cultivada, uso de tecnologia e clima positivo.

Milho

141,7 milhões t Alta de 0,4%

A segunda safra deve responder por 109,4 milhões de toneladas do total.

Algodão

4,06 milhões t Produção estimada

Volume previsto considera o algodão em pluma na safra atual.

Arroz

11,1 milhões t Queda de 13,1%

Redução é atribuída principalmente à menor área destinada ao cultivo.

Feijão

3 milhões t Queda de 1,4%

Mesmo com recuo, a estimativa indica abastecimento do mercado interno.

Trigo

6 milhões t Queda de 23,5%

Menor área plantada e produtividade mais baixa devem reduzir a colheita.

Fonte: Conab — 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26

Soja lidera crescimento nacional

Com a colheita encerrada, a produção brasileira de soja foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento da área cultivada, pelo uso de tecnologia e pelas condições climáticas favoráveis.

A produção total de milho deve chegar a 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4%. A segunda safra, principal período de produção do cereal, está estimada em 109,4 milhões de toneladas.

Para o algodão, a estimativa é de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Já a produção de arroz deve cair 13,1%, para 11,1 milhões de toneladas, enquanto a de feijão está projetada em 3 milhões de toneladas, redução de 1,4%. Mesmo com as quedas, a Conab avalia que os volumes são suficientes para garantir o abastecimento interno.

O trigo deve registrar uma das maiores reduções do ciclo. A previsão é de uma colheita de 6 milhões de toneladas, queda de 23,5%, causada pela diminuição da área plantada e pela expectativa de menor produtividade.

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