Cenário que já virou rotina para moradores de Corumbá, cidade localizada no coração do Pantanal, virou alvo de medidas para evitar acidentes e perigo à saúde humanas. Embarcações abandonadas no Porto Geral correm risco de naufragar e se tornaram ambiente ideal para proliferação do mosquito Aedes Aegypti, responsável por transmitir a dengue.
O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu autorização da Justiça para que as medidas emergenciais de contenção sanitária sejam realizadas. Entre elas estão a aplicação de larvicidas, vedação de aberturas acessíveis e a cobertura de pontos com acúmulo de água, para evitar a proliferação do mosquito.
Em cinco dias úteis, deverá ser feita a drenagem dos porões e eliminar os focos de vetores no interior das embarcações La Barca Pantaneira, La Barca, Corumbi News e Riomar.
Já no prazo de 30 dias, a União deverá apresentar um plano técnico de remoção segura dos barcos, com metodologia, cronograma e medidas de contenção ambiental. A retirada deverá iniciar em até 90 dias.

O caso
As investigações iniciaram em maio de 2022, após alertas emitidos pela Fundação do Meio Ambiente do Pantanal (FMAP), quanto ao risco de contaminação hídrica gerado pela falta de operação e abandono dos barcos.
