Abilio critica corte de árvores em Cuiabá e contradiz versão da própria prefeitura sobre autorização

A retirada de árvores na Rua Baltazar Navarro, no bairro Poção, em Cuiabá, gerou um ruído público dentro da própria Prefeitura de Cuiabá após o prefeito Abilio Brunini divulgar um vídeo afirmando que não autorizou o corte das espécies e classificando a situação como “inadmissível”.

Em publicação nas redes sociais, Abilio disse ter sido “surpreendido” com a retirada das árvores e afirmou que a ação “não combina com a gestão”. No vídeo, ele ainda declarou que um servidor da prefeitura teria autorizado o corte sem o aval dele.

“Isso não combina com a nossa gestão, isso não tem a nossa autorização, não tem a minha autorização e nós não podemos admitir isso”, afirmou o prefeito. Veja abaixo o vídeo:

A fala, porém, entrou em choque com a nota oficial divulgada pela própria Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb).

No comunicado, a prefeitura confirmou que houve autorização técnica para a retirada de cinco exemplares da espécie Ficus benjamina, após avaliação que apontou risco potencial de queda, presença de cupins, apodrecimento do caule, raízes expostas e danos à infraestrutura urbana.

A nota também informou que a remoção seguiu critérios previstos na legislação municipal e determinou como compensação ambiental o replantio de cinco árvores nativas no mesmo lote.

Após a repercussão do vídeo do prefeito, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano reforçou que a retirada ocorreu com autorização do órgão ambiental municipal, mas adotou um tom alinhado à fala de Abilio ao destacar que novas árvores adequadas ao espaço urbano serão plantadas na área.

O episódio acabou expondo um desencontro de comunicação dentro da gestão municipal, já que o vídeo do prefeito passou a impressão de desautorização da decisão técnica divulgada oficialmente pela própria prefeitura horas antes.

A espécie Ficus benjamina é considerada inadequada para arborização urbana em alguns contextos devido ao porte elevado e ao crescimento agressivo das raízes, conforme prevê decreto municipal citado pela gestão.

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