Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de violência letal do país, mesmo apresentando redução nos números de homicídios ao longo da última década. É o que revela o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26), apontando que o estado ocupa atualmente a sétima posição nacional em taxa de mortes violentas.
De acordo com o levantamento, em 2024 Mato Grosso registrou taxa de 29,1 homicídios para cada 100 mil habitantes. O índice representa uma redução de aproximadamente 30% em comparação a 2014, quando a taxa era de 42,1 mortes por 100 mil moradores.
Em números absolutos, o estado contabilizou 1.358 homicídios em 2014. Dez anos depois, em 2024, foram registrados 1.102 casos, indicando queda de 18,9% no período analisado.
O relatório utiliza dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. No entanto, o estudo alerta para a existência dos chamados “homicídios ocultos”, situações em que a morte violenta inicialmente não é classificada como assassinato até a conclusão das investigações.
Considerando esses casos reclassificados posteriormente, Mato Grosso teria registrado 1.409 assassinatos em 2014 e 1.145 em 2024. A taxa estimada caiu de 43,7 para 30,2 homicídios por 100 mil habitantes, uma redução de 30,9%.
Outro dado que chama atenção no estudo é a presença de Sorriso entre os municípios mais violentos do Brasil. A cidade aparece na 11ª colocação entre as mais letais do país, com 76 assassinatos registrados em 2024.
O Atlas da Violência também mostra que a média nacional em 2024 ficou em 20 homicídios a cada 100 mil habitantes, índice inferior ao registrado em Mato Grosso.
O documento ainda destaca a concentração da violência em determinadas regiões do país. Segundo o levantamento, metade dos homicídios registrados no Brasil ocorreu em apenas 99 municípios, o equivalente a cerca de 1,8% das cidades brasileiras. Já os 10 municípios com maior número absoluto de assassinatos responderam por quase 20% de todas as mortes violentas registradas nacionalmente.
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