Um atleta de Barra do Garças, no leste de Mato Grosso, alcançou um dos principais títulos do fisiculturismo sul-americano. Lucas Amaral Correa venceu a categoria Bodybuilder Open Super Pesado (acima de 102 kg) no Arnold Classic South America, disputado no último fim de semana em São Paulo. Ele superou outros 24 competidores e entrou para o grupo de destaque entre os fisiculturistas amadores do continente.
Considerado o segundo evento mais importante do mundo na modalidade, atrás apenas do Mister Olympia, o Arnold reúne atletas de alto nível e funciona como vitrine para quem busca projeção internacional. Para Lucas, o título marca uma virada na carreira. “É resultado de anos de disciplina e constância. Me coloca em um nível mais alto dentro do esporte”, afirmou.
A competição ocorreu em duas etapas: uma fase classificatória com todos os inscritos e a final, restrita aos cinco melhores. Para participar, é necessário ser filiado à National Physique Committee (NPC) e ter classificação prévia em torneios regionais, requisito que o atleta cumpriu ao vencer o Classic Contest Goiânia, neste mês.

Rotina extrema e preparação
A preparação específica para o Arnold durou quatro meses, dentro de uma trajetória de mais de uma década no esporte. A rotina inclui treinos intensos de musculação, sessões de cardio, prática de poses e controle rigoroso da alimentação. Cada detalhe conta na avaliação dos árbitros, que analisam volume muscular, definição e simetria. “Não é só subir no palco. É dieta controlada, treino pesado e abdicação diária”, resume.
Caminho até o título
Com 25 anos de musculação e 11 de competições, Lucas acumula conquistas: tetracampeão goiano, bicampeão mato-grossense e vice-campeão brasileiro. Nos últimos 12 meses, venceu o Classic Contest Goiânia (peso pesado e overall) e somou pódios em competições nacionais.
Agora, o foco é avançar para o circuito profissional. A partir de agosto, ele pretende disputar um Pro Qualifier, torneio que pode garantir o status de atleta profissional. “Vencer o Arnold me deixa mais perto desse objetivo. É um divisor de águas”, disse.
Natural de Itaberaí (GO) e morando há cinco anos em Barra do Garças, Lucas vê na conquista uma forma de inspirar novos atletas fora dos grandes centros. “Quando alguém da mesma cidade chega lá, outras pessoas passam a acreditar que também podem”, afirmou.