A agricultura familiar passa a contar com R$ 450 milhões em crédito rural subsidiado do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mais Leite, voltado à ampliação da produtividade da cadeia leiteira. O anúncio foi divulgado nesta segunda-feira (27), pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O programa estruturado a partir do Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, facilita o acesso à transferência de embriões. A medida busca melhorar o padrão genético dos rebanhos e aumentar a produção de leite.
Acesso à agricultura familiar
O programa será executado com apoio de cooperativas, instituições financeiras, laboratórios especializados e serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), garantindo a integração entre tecnologia e organização produtiva.
O acesso ocorre por meio das linhas de crédito do Pronaf Mais Leite, com condições diferenciadas para investimentos em melhoramento genético e na estrutura produtiva da cadeia leiteira. As principais linhas disponíveis são:
- Pronaf Mais Alimentos: juros de 3% ao ano, prazo de até 8 anos e limite de até R$ 250 mil por produtor;
- Pronaf A: voltado à reforma agrária e públicos específicos, com juros de 0,5% ao ano, prazo de até 10 anos e limite de até R$ 50 mil;
- Pronaf B: destinado a pequenos produtores de baixa renda, com juros de 0,5% ao ano e limite de até R$ 12 mil.
Para cooperativas, estão disponíveis:
- Pronaf Mais Alimentos: financiamento de até R$ 8 milhões, com juros de 3% ao ano;
- InvestAgro – Renovagro: limite de até R$ 5 milhões, com juros de 8,5% ao ano.
Os recursos poderão ser utilizados tanto na aquisição e transferência de embriões quanto em investimentos complementares nas propriedades, como alimentação, manejo e infraestrutura produtiva.
Para acessar o crédito, o produtor deve procurar sua cooperativa ou uma instituição financeira, responsável pela elaboração do projeto e pela contratação da operação.

Além do crédito, o programa inclui chamadas públicas de assistência técnica voltadas à cadeia do leite, projetos de fortalecimento produtivo no âmbito do programa Da Terra à Mesa, crédito instalação para beneficiários da reforma agrária e parcerias com instituições de ciência e tecnologia.
Segundo o MDA, as cooperativas terão papel central na organização da demanda, na elaboração dos projetos de crédito e na disseminação da tecnologia entre os produtores.
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