Epidemia de chikungunya leva Dourados a decretar calamidade na saúde pública

O prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), decretou situação de calamidade em saúde pública no município nesta segunda-feira (20). A decisão foi publicada em edicão extraordinária do Diário Oficial, e ocorre em razão ao avanço da epidemia de chikungunya, o aumento de casos positivos e mortes pela doença.

Agentes de endemias continuam encontrando casas e terrenos baldios com potenciais criadouros de mosquito, dificultando o combate da chikungunya. (Foto: A. Frota/Prefeitura de Dourados)

Conforme a prefeitura, Dourados apresenta um cenário epidemiológico crítico, com elevado número de notificações de chikungunya, ultrapassando os 6.186 casos prováveis e a taxa de positividade de 64,9%.

O decreto, que possui validade de 90 dias, foi publicado após alertas do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar o enfrentamento da doença na Reserva Indígena de Dourados e também nos bairros da cidade.

Foram considerados dados técnicos do Departamento de Gestão do Complexo Regulador do Município de Dourados, que demonstram a extrapolação da capacidade instalada, com taxa de ocupação de leitos de internação em aproximadamente 110%, configurando impossibilidade de resposta assistencial oportuna até mesmo para casos graves.

A prefeitura também alega que a situação piorou com o aumento de atendimentos por outras doenças, principalmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que também tem elevado a procura por vagas e internações.

O aumento rápido de casos suspeitos e confirmados foi levado em conta para o decreto da situação de calamidade, além do crescimento das internações acima da capacidade da rede, e a confirmação de mortes associadas à chikungunya.

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