Vigilância Sanitária de Cuiabá interdita fornecedor de comida hospitalar e empresarial por risco iminente à saúde

A Vigilância Sanitária da Prefeitura de Cuiabá interditou temporariamente, nesta quinta-feira (21), uma grande cozinha industrial responsável pelo fornecimento de refeições e alimentos prontos para hospitais particulares e empresas privadas da capital.

A medida preventiva de fechamento imediato foi adotada após os fiscais constatarem um quadro de irregularidades estruturais e higiênicas considerado de risco iminente para a saúde pública.

O foco da operação foi interromper o fluxo de distribuição dos alimentos produzidos no local antes que eles chegassem a pacientes internados e trabalhadores, públicos considerados de alta vulnerabilidade a infecções gastrointestinais e intoxicações alimentares.

Cenário de insalubridade e infestação

De acordo com o relatório simplificado da equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde, as condições encontradas na ala de manipulação e estocagem contrariavam totalmente as normas básicas de biossegurança e vigilância. Entre os principais problemas identificados, destacam-se:

  • Saneamento: Presença de vazamento e esgoto a céu aberto na área perimetral de produção;

  • Armazenamento: Alimentos acondicionados fora das temperaturas recomendadas e em locais com graves falhas estruturais (infiltrações e mofo);

  • Pragas Urbanas: Encontro de insumos e produtos acabados com sinais evidentes de roedura, contato e consumo por vetores (ratos e insetos), o que confirmou a ausência de um programa de dedetização e controle de pragas.

A prefeitura reforçou que, embora a Vigilância Sanitária atue com caráter prioritariamente orientativo e educativo, a legislação sanitária vigente exige a interdição sumária e a suspensão do alvará de funcionamento sempre que a exposição ao risco à saúde da coletividade for crítica.

Sigilo processual e responsabilidade das contratantes

Por força dos princípios jurídicos que regem os processos administrativos, o nome do estabelecimento e os relatórios técnicos detalhados não foram divulgados à imprensa. A empresa infratora recebeu os autos de infração e terá o direito assegurado à ampla defesa, devendo responder a um processo administrativo que pode resultar em multas pesadas. A desinterdição só será avaliada após uma nova perícia técnica comprovar que todas as exigências estruturais e sanitárias foram integralmente sanadas.

Diante da gravidade do caso, a Vigilância Sanitária emitiu um alerta institucional voltado aos gestores de hospitais, clínicas e corporações que terceirizam serviços de buffet e nutrição na capital.

O órgão enfatizou a necessidade de que os setores de auditoria e compras dessas instituições realizem vistorias prévias e exijam relatórios periódicos de qualificação sanitária de seus fornecedores, garantindo que o alimento servido aos pacientes e funcionários atenda aos padrões higiênicos exigidos por lei.

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