Vídeo revela como emagrecedores são flagrados em raio-x nos Correios

Uma operação da Vigilância Sanitária Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), resultou na apreensão de mais de 20 mil objetos postais no centro de triagem e distribuição dos Correios, em Campo Grande. A maioria dos itens era composta por canetas e ampolas de produtos emagrecedores.

Assista abaixo ao momento em que os agentes identificam a mercadoria suspeita:

Um vídeo divulgado ao portal Primeira Página mostra o momento em que os materiais são identificados por meio de raio-x. Nas imagens, é possível ver ampolas escondidas dentro de embalagens de cremes capilares, numa tentativa de burlar a fiscalização.

Os cremes estavam em embalagem e as ampolas de medicações de origem paraguaia estavam dentro. Os produtos foram apreendidos e serão destruídos.

As ações nos centros de distribuições dos Correios têm sido frequentes, conforme a Vigilância Sanitária. Somente entre janeiro, fevereiro e março foram interceptadas mais de 20 mil embalagens com medicamentos contrabandeados.

Confira outro vídeo do flagrante:

Mercado clandestino oferece “seguro”

Em meio à ofensiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra medicamentos irregulares para emagrecimento, o contrabando da medicação segue acontecendo nas redes sociais. A nova investida dos vendedores clandestinos é oferecer aos clientes um “seguro envio” para garantir o reenvio das ampolas em caso de apreensão pelas autoridades sanitárias em Mato Grosso do Sul.

A prática surge em meio à intensificação das fiscalizações, especialmente nos centros de distribuição dos Correios em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Vigilância Sanitária, em apenas 20 dias de operação foram apreendidos 9,9 mil frascos e canetas de medicamentos irregulares.

“Seguro” para produto ilegal

Em grupos fechados de mensagens e redes sociais, vendedores oferecem medicamentos com suposta base de tirzepatida, molécula patenteada pela farmacêutica Eli Lilly, e também fórmulas que alegam conter retatrutida, substância ainda em fase de estudos clínicos.

Para contornar o risco de apreensão, os comerciantes criaram uma espécie de taxa adicional:

  • R$ 200 para “seguro envio” de produtos anunciados como tirzepatida;
  • R$ 300 para medicamentos divulgados como sendo à base de retatrutida.

Desta forma, o cliente paga um valor extra para ter direito a um segundo envio caso a mercadoria seja retida pela fiscalização.

A Anvisa, em seus comunicados proibindo a medicação, diz que, além da ilegalidade da importação e comercialização, não há qualquer garantia sobre a composição, procedência ou armazenamento dessas substâncias.

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