Vereador suspeito de agredir namorada com chave de rodas após saída de show em MT é solto após vítima negar agressão

O vereador de Barra do Bugres Laércio Noberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro, foi absolvido pela Justiça da acusação de violência doméstica e deixou a prisão nessa segunda-feira (13). A decisão foi tomada após a ex-namorada negar, durante audiência, que tenha sido agredida. O Ministério Público também entendeu que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação.

Ele tinha sido preso em abril deste ano. Na época, a mulher afirmou à polícia que havia sido amarrada e agredida após os dois deixarem um evento em Barra do Bugres.

Vereador Laércio Noberto Júnior (PL) foi afastado após a acusação e agora foi absolvido – Foto: Câmara de Barra do Bugres-MT

Com o andamento da ação penal, no entanto, a versão apresentada pela vítima mudou. Em audiência, ela negou ter sofrido agressões, o que levou o Ministério Público a concluir que não existiam elementos suficientes para comprovar a acusação.

Diante da ausência de provas, a Justiça absolveu o ex-parlamentar e determinou a soltura dele.

Relembre o caso

Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, foi preso em Cuiabá após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. À época, ele era considerado foragido, mas afirmou que não havia fugido e que se apresentou às autoridades assim que tomou conhecimento do mandado.

As investigações tiveram início após a ex-companheira denunciar que havia sido agredida. Segundo o boletim de ocorrência registrado na ocasião, ela apresentava ferimentos e solicitou medidas protetivas.

O caso também teve repercussão política. Laércio foi afastado do mandato de vereador e da presidência da Câmara Municipal de Barra do Bugres por decisão dos parlamentares. O Partido Liberal (PL) também anunciou seu afastamento das funções partidárias e abriu processo interno que poderia resultar em sua expulsão.

Desde o início da investigação, o vereador negava as acusações. A defesa sustentava que não houve agressão e afirmava que ele provaria a inocência durante o processo, o que culminou com a absolvição após a retratação da vítima e a falta de provas apontada pelo Ministério Público.

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