O tenente preso por matar um militar aposentado dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã, responde pelo assassinato de uma estudante de 21 anos. O primeiro crime ocorreu em abril de 2022. Agora, o oficial, identificado como Carlos Eduardo da Silva Filho, aguarda o fim das investigações sobre o novo crime preso.
Era 11 de abril de 2022. O militar estava fora do horário de serviço e seguia de motocicleta quando parou em um semáforo no cruzamento da Rua Vitória com a Avenida Rio Branco. Neste momento foi abordado por Daniel Ventura de Lima.
Segundo a descrição do processo, o militar reagiu à tentativa de assalto e atirou várias vezes.
Um dos tiros atingiu Daniel, mas outros disparos acertaram pessoas que passavam pelo local. A estudante Ingrid Reis Santos era uma delas. A jovem de apenas 21 anos morreu com um tiro no peito. Outra mulher foi ferida na barriga.
Carlos chegou a ser preso na época, mas deixou a cadeia após pagar fiança de R$ 10 mil. O processo sobre o caso ainda tramita na Justiça de São Paulo.

Investigação atual
Quatro anos depois do primeiro caso, o tenente matou Resoaldo Gomes dos Santos, militar aposentado.
Segundo a polícia, a morte ocorreu na madrugada de quarta-feira (16).
Equipe de serviço foi acionada após o militar aposentado ser atingido por disparos de arma de fogo nas dependências do batalhão. A vítima recebeu os primeiros atendimentos no local e foi levada com urgência ao Hospital Regional de Ponta Porã, mas não resistiu.
Carlos foi preso em flagrante ainda dentro do batalhão.
A Corregedoria-Geral da PMMS acompanha os procedimentos de polícia judiciária militar, que devem apurar as circunstâncias e esclarecer a dinâmica do ocorrido.
Vítima estava detida
A nova vítima de Carlos, o militar aposentado Resoaldo Gomes dos Santos, estava detido administrativamente no 4º Batalhão. Ele respondia a um processo relacionado a uma ocorrência registrada em 1º de novembro de 2025, em Campo Grande.
Segundo o registro policial, na data, Resoaldo teria fugido de uma abordagem policial e protagonizado uma perseguição pela capital. Tudo terminou na casa do militar, onde foram apreendidas uma carabina Colt M4 calibre .556, dois carregadores e dez munições. Nenhuma delas tinha documentação.
Ele foi levado à delegacia por porte ilegal de arma de fogo e, posteriormente, ao 4º Batalhão para os procedimentos relacionados à esfera militar.