Foram presos, nesta terça-feira (14), quatro suspeitos de envolvimento no assassinato de Giovana Castura Werner, de 52 anos, encontrada morta em março na região do Inferninho, em Campo Grande. Entre eles está um homem que, segundo a polícia, era tratado como “filho de coração” por Giovana, mas que se revelado o líder do grupo, distribuindo dinheiro da vítima entre os criminosos após o assassinato.
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Mulher achada morta no Inferninho é identificada e tinha 51 anos
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e os suspeitos tem 35, 26, 20 e 19 anos.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Caio Macedo, as investigações apontam que a motivação do crime teria relação direta com a atividade exercida pela vítima. Giovana atuava como agiota e, conforme apurado pela polícia, ela teria cobrado uma dívida de um dos envolvidos pouco antes de ser assassinada.
Conforme a investigação, familiares contaram à polícia que, na véspera do crime, Giovana saiu de casa dizendo que faria cobranças. No dia seguinte ao crime, policiais da DHPP localizaram o carro usado pela vítima, abandonado em local diferente de onde o corpo foi encontrado.
Dentro do carro, foram encontrados vestígios de sangue, uma arma de fogo e uma pá. No entanto, o celular da vítima não foi encontrado pela perícia. Depois, os investigadores identificaram transferências bancárias feitas após a morte de Giovana para a conta de um dos suspeitos.
Segundo o delegado, o suspeito apontado como líder do grupo sabia a senha bancária da vítima, o que teria facilitado as transferências.

Operação
Durante a operação realizada nesta terça-feira (14), equipes da DHPP cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, além das prisões em Campo Grande. Ao longo das investigações, um quinto envolvido também foi identificado pelos policiais.
Conforme a Polícia Civil, ele teria recebido R$ 500 para ajudar a ocultar o corpo de Giovana Castura Werner e esconder o veículo utilizado no crime.
Durante os interrogatórios, quatro dos suspeitos confessaram participação no assassinato. Apesar das confissões, as versões apresentadas pelos envolvidos possuem divergências e serão apuradas pela investigação.
Apontado pela polícia como o líder do grupo criminoso, o suspeito considerado “filho do coração” da vítima negou qualquer participação no homicídio. Segundo o delegado responsável pelo caso, a versão apresentada pelo suspeito é incompatível com os elementos colhidos até o momento.
O caso continua em investigação pela Polícia Civil.