Hisla Bruna Santana Sampaio, conhecida como “Mana Joice”, foi presa nessa sexta-feira (5), em Nova Ubiratã (MT), suspeita de ordenar o assassinato de Pablo Ronaldo Coelho dos Santos, de 23 anos, há três anos, após ser filmado em uma festa fazendo um gesto associado à uma facção criminosa.
Na época, Cássia Aparecida Coelho, mãe de Pablo, fez um apelo para encontrar o filho que estava desaparecido até então. No vídeo, ela afirma que o jovem não era ligado à facção e não possuía antecedentes criminais. Veja abaixo:
Ainda em 2023, onze pessoas foram indiciadas pela morte de Pablo, que estava com um colega em um bar quando ambos foram abordados e sequestrados. Os jovens moravam no interior de São Paulo e teriam ido para Mato Grosso para trabalhar.
Hisla era a última foragida do caso e foi presa pela Polícia Interestadual (Polinter) durante o cumprimento de dois mandados de prisão expedidos pela Justiça de Nova Ubiratã.
A mulher é suspeita de participar do planejamento da execução de Pablo. Contra ela, haviam mandados de prisão pelos crimes de tortura, sequestro, homicídio, organização criminosa e ocultação de cadáver.
Além disso, ela possuía outro mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, expedido pela Justiça de Sorriso (MT).

Tortura e morte de jovem após gesto
Pablo Ronaldo foi sequestrado, torturado e morto em abril de 2023 em Nova Ubiratã. Os suspeitos do crime eram membros de uma facção criminosa na cidade e teriam interpretado o gesto que a vítima fez na festa como uma referência a um grupo rival.
A vítima e um amigo foram levados a uma casa onde sofreram diversas torturas durante a madrugada e, na manhã do dia seguinte, levados a uma área de mata da cidade.
No trajeto, o amigo de Pablo conseguiu escapar do veículo dos criminosos e, mesmo ferido, procurou ajuda na polícia. Mas, Pablo foi brutalmente executado, tendo membros arrancados e o corpo ocultado na mata.
A Polícia Civil informou que não há comprovações de que a vítima estivesse envolvida com grupos criminosos e que o gesto feito não era exatamente o de uma facção, mas teria sido feito por ele de maneira não intencional.
O corpo de Pablo só foi encontrado após 42 dias de buscas policiais.
Ordem de dentro da PCE
Durante as investigações, onze foram indiciados e dois mandados de prisão foram cumpridos contra dois suspeitos que cumpriam pena na Penitenciária Central do Estado (PCE) e na Cadeia Pública de Nobres (MT) por outros crimes.
De dentro da unidade prisional, o grupo criminoso recebia as informações dos outros integrantes que estavam monitorando Pablo e o amigo desde quando eles chegaram em Nova Ubiratã.
Informações reunidas no inquérito apontam que o sequestro foi premeditado para torturar as vítimas a fim de que confessassem integrar uma facção criminosa rival.
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