O Procon de Campo Grande apreendeu 650 quilos de produtos de origem animal no Assaí Atacadista, na Av. Duque de Caxias na tarde desta quinta-feira (18), em Campo Grande. Fiscais constataram que o estabelecimento utilizava rótulos não aprovados, emitia etiquetas de forma incorreta e realizava o fatiamento prévio de produtos.
A operação que resultou nas apreensões foi realizada pelo Procon de Campo Grande, pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), pela Vigilância Sanitária Municipal e pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).
Durante a fiscalização, os órgãos verificaram as condições de armazenamento, exposição, rotulagem e identificação dos produtos comercializados.
Segundo a Decon, as irregularidades encontradas motivaram a apreensão da mercadoria e o encaminhamento do gerente da unidade à delegacia para prestar esclarecimentos.
Conforme o delegado da Decon, Rodolfo Daltro, a ação identificou problemas relacionados à embalagem de carnes e frios.
A operação teve como objetivo garantir o cumprimento das normas sanitárias e de defesa do consumidor, assegurando a saúde pública e combatendo práticas consideradas irregulares no comércio local.
De acordo com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), outras duas unidades da mesma rede de atacadistas já haviam sido fiscalizadas anteriormente e orientadas a corrigir problemas relacionados à rotulagem dos produtos. No entanto, as adequações não teriam sido realizadas.

Durante a vistoria desta quinta (18), os fiscais constataram que o estabelecimento utilizava rótulos não aprovados em produtos de origem animal, emitia etiquetas de forma incorreta e realizava o fatiamento prévio de produtos sem autorização do órgão responsável.
Segundo a equipe técnica do SIM, essas práticas configuram infrações sanitárias e podem representar risco à saúde pública. A rotulagem adequada é considerada essencial para garantir a rastreabilidade dos alimentos, permitindo ao consumidor identificar corretamente a origem e a composição dos produtos.
Além disso, o fatiamento prévio de carnes e frios, realizado sem a presença do consumidor e sem autorização do serviço de inspeção, aumenta o risco de contaminação cruzada dos alimentos.
A fiscalização foi acompanhada pelo gerente do atacadista, que, segundo os fiscais, colaborou com a equipe durante toda a inspeção.
Questionado sobre as irregularidades, ele informou que as etiquetas utilizadas nos produtos seguem um padrão definido pela matriz da empresa, localizada em São Paulo.
Segundo o gerente, os funcionários da loja apenas inserem o código do produto no momento da pesagem, enquanto a emissão das etiquetas ocorre automaticamente pelo sistema, sem possibilidade de alteração pela filial.
O responsável também afirmou que a loja possui uma responsável técnica que realiza inspeções periódicas na unidade. No entanto, ele não soube explicar por que a profissional não compareceu ao estabelecimento durante a fiscalização, mesmo após ter sido acionada por telefone.
Os produtos apreendidos permaneceram sob responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, que darão sequência aos procedimentos administrativos e à apuração das irregularidades constatadas.
O que disse o atacadista
“A rede esclarece que os produtos apontados estavam dentro do prazo de validade e foram recolhidos imediatamente após solicitação dos órgãos competentes para adequações regulatórias (Selo Sim). A companhia segue em diálogo com as autoridades e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.”
Assaí.