Policial demitido por vender moto apreendida na internet em MT tenta retornar

A Justiça negou pedido do ex-policial Lucas Yuri Granatyr para suspender decisão que o excluiu da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) por tentar vender uma motocicleta apreendida em ação policial e o proprietário do veículo reconhecê-lo em site na internet, em 2019, em Cuiabá.

A decisão é dessa quarta-feira (17) do juiz José Mauro Nagib Jorge da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada na Justiça Militar. O magistrado avaliou que a responsabilização aplicada ao policial teve base em depoimentos testemunhais, registros de rastreamento do carro da polícia, laudo pericial grafotécnico e outras provas ao longo da instrução disciplinar.

Juiz decidiu manter afastado policial que tentou vender moto apreendida na internet. – Foto: Reprodução

Segundo o processo, Lucas Yuri tentou anular a decisão do Conselho de Disciplina que resultou em sua exclusão da Polícia Militar. A defesa alegou que não havia provas suficientes para responsabilizá-lo e sustentou que a conduta investigada seria de responsabilidade exclusiva do colega dele, o soldado Jonatas Rocha de Oliveira. Também argumentou que Lucas não participou das irregularidades nem obteve qualquer benefício com elas.

Já o Governo de Mato Grosso defendeu que o procedimento disciplinar seguiu todas as regras previstas, garantindo o direito de defesa do militar.

Ao analisar o caso, o juiz destacou que a investigação apurou um episódio ocorrido em 2019, quando Lucas e Jonatas teriam apreendido uma motocicleta durante um patrulhamento sem registrar oficialmente a ocorrência. Mais tarde, o proprietário encontrou o veículo anunciado para venda na internet.

O magistrado também apontou que o processo disciplinar transcorreu de forma regular, com depoimentos de testemunhas, interrogatório do policial acompanhado por advogado e análise do relatório final pelo comandante-geral da PM, que concluiu pela incompatibilidade do militar com a corporação.

Para o juiz, a decisão que determinou a exclusão do policial foi devidamente fundamentada e baseada nas provas reunidas durante a apuração. Por isso, ele rejeitou os pedidos apresentados pelo ex-policial e manteve a decisão administrativa.

O Primeira Página tenta localizar a defesa do policial.

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