O presidente do Solidariedade em Mato Grosso, Marco Aurélio Coelho, afirmou que o partido deixou a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o descumprimento de acordos políticos firmados nas eleições de 2022. Em entrevista ao podcast Política de Primeira, ele disse que a legenda hoje integra o campo da centro-direita, está próxima do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro.
Segundo Marco Aurélio, o Solidariedade esperava participar do governo após apoiar Lula na campanha presidencial, mas isso não aconteceu. “Quem ajuda a eleger também espera ajudar a governar. Não faz sentido participar de uma coligação e não ter espaço para defender as bandeiras do partido. Isso não aconteceu”, afirmou. Ele acrescentou que o presidente nacional da sigla, Paulinho da Força, rompeu com o governo e redirecionou o partido para a centro-direita.
Durante a entrevista, o dirigente também fez um alerta sobre a atuação das facções criminosas nas eleições. Segundo ele, durante a campanha para vereador de Cuiabá em 2024, foi pressionado ao visitar bairros onde, segundo relatos, havia domínio do crime organizado. “Eu me senti coagido. Chegava em alguns bairros e diziam: ‘Esse bairro é de fulano, aquele é de sicrano’. Eu joguei a toalha no finalzinho porque me senti pressionado”, disse.
Marco Aurélio afirmou ainda que chegou a ser convidado a deixar uma igreja durante uma atividade religiosa e defendeu maior combate à influência das facções na política. “Eles têm medo e eles dominam. Eu não tenho dúvida disso. É uma inversão de valores”, declarou ao comentar a influência do crime organizado sobre eleitores e candidatos.
Assista ao podcast na íntegra abaixo:
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