Polícia Civil prende em MS suspeito de envolvimento em execução relacionada à disputa de facções em Comodoro

Um jovem de 23 anos, popularmente conhecido pelo apelido de “Chefinho”, foi preso na última quarta-feira (5) na cidade de Cassilândia, no estado de Mato Grosso do Sul (MS). Ele é apontado pelas autoridades policiais como um dos principais suspeitos de envolvimento direto na execução de Jonathan César Passos de Siqueira, conhecido como “Bin Laden”, ocorrida no estado de Mato Grosso. A captura foi efetuada por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em uma ação conjunta decorrente de investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso.

O suspeito é apontado pelos investigadores como integrante de uma facção criminosa envolvida em uma intensa disputa territorial pelo controle do tráfico de drogas na região de Comodoro. “Chefinho” era um dos alvos principais da Operação Kikimora, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Comodoro em maio deste ano, que investiga o assassinato de “Bin Laden”, morto a tiros dentro de sua própria residência no bairro Cidade Verde, em abril.

Contexto do crime e desdobramentos da Operação Kikimora

De acordo com o inquérito policial conduzido pela Delegacia de Comodoro, o homicídio aconteceu no contexto de conflitos armados entre facções rivais que tentam dominar as rotas do narcotráfico na região de fronteira, considerada estratégica para o escoamento de entorpecentes.

Durante a primeira fase da Operação Kikimora, realizada em maio, quatro pessoas ligadas ao grupo criminoso do suspeito já haviam sido presas em flagrante. Na ocasião, as equipes policiais apreenderam armas de fogo do tipo pistola, diversas munições de uso restrito, uma máscara utilizada por um dos executores durante o crime e a placa de um veículo clonado ou associado à logística da ação criminosa.

Em depoimentos prestados durante a fase de instrução do inquérito, os suspeitos presos anteriormente confirmaram a participação direta de “Chefinho” nas ações violentas ordenadas pela facção. Os depoimentos reforçaram o conjunto probatório que embasou a representação pelo mandado de prisão preventiva contra o investigado, que estava foragido desde a deflagração da operação policial.

A Polícia Civil informou que as investigações em torno do homicídio e da estrutura da organização criminosa continuam em andamento, sob a responsabilidade da Delegacia de Comodoro, com o objetivo de identificar e prender eventuais novos envolvidos no crime.

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