Polícia Civil indicia padrasto por estupro em Confresa

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (22) a conclusão do inquérito que investigou crimes de estupro de vulnerável e maus-tratos contra crianças e adolescentes em Confresa, em Mato Grosso. Conforme a investigação conduzida pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, um homem foi indiciado pelos crimes apurados, enquanto a mãe das vítimas também foi responsabilizada por omissão imprópria.

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho investigativo foi concluído em cinco dias após coleta de depoimentos, relatórios técnicos, exames periciais e diligências realizadas desde o registro da ocorrência, no último sábado (18).

As investigações apontaram que uma jovem, atualmente com 19 anos, sofria abusos sexuais praticados pelo padrasto desde os quatro anos de idade. Conforme apurado pela equipe policial, os crimes ocorreram de forma contínua, mediante ameaças, agressões físicas e intimidação.

Além da violência sexual, os policiais identificaram graves violações contra os demais filhos da família, incluindo duas crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal, de 6 e 11 anos. Relatórios técnicos e exames apontaram situação severa de negligência, privação de alimentos, ausência de medicamentos básicos, agressões físicas recorrentes e condições extremas de insalubridade na residência.

Durante as diligências iniciais, o principal investigado também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições. Segundo a Polícia Civil, armas e munições de diversos calibres foram apreendidas em local de fácil acesso dentro da casa, expondo as crianças a risco iminente.

Mesmo após a liberação do investigado em audiência de custódia pelos crimes relacionados às armas, a investigação prosseguiu para apuração dos crimes de natureza sexual e violência doméstica. Com base nas provas reunidas, o padrasto foi indiciado por estupro de vulnerável continuado e maus-tratos.

Já a mãe das vítimas foi indiciada por estupro de vulnerável e maus-tratos na modalidade omissão imprópria, após as investigações apontarem que ela tinha conhecimento das violências e deixou de agir para proteger os filhos.

Para garantir a integridade física e psicológica das vítimas, a Polícia Civil representou por medidas protetivas de urgência, já deferidas pelo Poder Judiciário, proibindo qualquer aproximação dos investigados. Os autos do inquérito foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário para as providências cabíveis.

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