Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, a Operação Módulo Zero foi deflagrada na manhã desta terça-feira (26) para desarticular um grupo investigado por furtos, receptação e lavagem de dinheiro envolvendo módulos de caminhão. Ao todo, foram cumpridas 38 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, incluindo mandados de busca e apreensão, prisões temporárias e medidas de quebra de sigilo telefônico e telemático.
Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), responsável pelas investigações, os crimes causaram prejuízos expressivos ao setor de transporte em 2025. A reportagem apurou que cerca de 300 módulos eletrônicos de caminhões foram furtados apenas em Cuiabá e Várzea Grande neste ano. Cada equipamento pode custar aproximadamente R$ 30 mil, o que amplia o impacto financeiro para motoristas e empresas transportadoras.
Prisões e apreensões durante a operação
Durante o cumprimento das ordens judiciais, quatro pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estavam:
- 20 mandados de busca e apreensão;
- 2 prisões temporárias;
- Quebras de sigilo telefônico e telemático;
- Outras medidas cautelares ligadas à investigação financeira do grupo.
De acordo com o delegado Ricardo Franco, da DERFVA, a operação representa uma resposta ao crescimento do furto de módulos de caminhão na região metropolitana da capital.
“A Operação Módulo Zero é uma resposta direta da Polícia Civil ao crescimento dos furtos de módulos de caminhão em Cuiabá e Várzea Grande, crimes que vêm causando grandes prejuízos ao setor de transporte”, afirmou o delegado em nota oficial divulgada pela instituição.
Como funcionava o esquema investigado
As investigações apontam que o grupo atuava na retirada ilegal de módulos eletrônicos de caminhões estacionados, revendendo posteriormente os equipamentos no mercado clandestino. Os módulos são peças essenciais para o funcionamento dos veículos, responsáveis pelo gerenciamento eletrônico do motor e de outros sistemas.
Conforme especialistas do setor automotivo e dados já divulgados por órgãos de segurança pública, o aumento do furto de módulos de caminhão em MT está ligado ao alto valor de revenda das peças e à dificuldade de rastreamento imediato dos equipamentos adulterados.
O que diz a lei
Os investigados podem responder por crimes como furto qualificado, receptação, associação criminosa e lavagem de capitais, previstos no Código Penal Brasileiro. Dependendo da participação individual de cada suspeito, as penas podem ultrapassar 10 anos de prisão.
Força-tarefa mobilizou delegacias especializadas
A operação contou com apoio de equipes da DERF de Cuiabá, Delegacia de Estelionato, DHPP, Defaz, GCCO, DRCI, Dema, Core e da Delegacia de Chapada dos Guimarães, além da 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, a próxima fase da investigação deve incluir análise do material apreendido e bloqueio de bens dos investigados para aprofundar o rastreamento financeiro do grupo.
A população pode colaborar com denúncias anônimas pelos canais oficiais da Polícia Civil.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA).
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