A Polícia Civil confirmou a prisão de duas mulheres durante a Operação Égide, deflagrada nesta quinta-feira (16), para cumprir ordens judiciais contra investigadas por envolvimento em um esquema de tráfico interestadual de drogas. As diligências ocorreram em Cuiabá e Sinop, com apreensão de aparelhos celulares, porções de entorpecentes e outros materiais que serão analisados ao longo da investigação.
A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, em Mato Grosso, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após a prisão de uma mulher com 10 quilos de skunk realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Barra do Garças. As informações obtidas nessa ocorrência permitiram avançar na identificação da estrutura responsável pelo envio de drogas para outros estados.
Conforme as apurações, uma mulher de 45 anos, moradora de Cuiabá, é apontada como responsável por agenciar e recrutar jovens para o transporte de entorpecentes a diferentes regiões do país. Segundo a investigação, ela atuava na organização logística do esquema, com ramificações interestaduais e internacionais, coordenando o envio de carregamentos avaliados em milhões de reais. A suspeita possuía três mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça de Mato Grosso e era considerada foragida até ser localizada por equipes da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças.
A segunda prisão ocorreu em Sinop, onde uma mulher de 26 anos foi detida por suspeita de atuar como “mula”, realizando o transporte de entorpecentes. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão durante a operação.
Segundo a Polícia Civil, a análise dos celulares e dos demais materiais apreendidos poderá auxiliar na identificação das rotas utilizadas pelo grupo, dos financiadores, fornecedores, destinatários das cargas e de outros possíveis envolvidos no esquema. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os integrantes da facção criminosa.
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