O senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou que a decisão de desistir da candidatura à reeleição ao Senado Federal foi uma das mais difíceis da trajetória política, mas necessária para preservar a união do grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP). A declaração foi feita após a convenção da União Progressista, realizada neste sábado (1º), em Campo Grande.
Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada poucas horas antes do evento e nem mesmo a esposa sabia da escolha. “Foi uma luta contra mim mesmo“, disse. Nelsinho afirmou que optou por agir com racionalidade diante do cenário político e jurídico.
“Eu sou cirurgião. Tem hora que você não pode se emocionar para resolver problemas. A gente tinha uma situação jurídica intransponível. Eu não iria conseguir estar no palanque daqueles que gostariam que eu estivesse, nem fazer uma reunião casada com candidatos a deputado federal ou estadual”, explicou.
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Governador Eduardo Riedel oficializa candidatura à reeleição
O senador destacou que acredita no projeto político construído pelo grupo e que decidiu abrir mão da disputa para fortalecer a chapa majoritária.
“Para o bem dessa união, resolvi dar um passo para trás para que a gente possa vencer essas eleições com o governador Riedel, com Reinaldo, com o Contar. No cenário nacional, vou defender a candidatura de Ronaldo Caiado porque, pela primeira vez, vejo um candidato apresentando propostas para áreas como saúde, educação, inteligência artificial, terras raras e segurança”, afirmou.
Com a desistência da candidatura ao Senado, Nelsinho confirmou que passará a integrar o projeto político como suplente e garantiu que continuará participando ativamente da campanha.
“A gente apostou tudo na reeleição ao Senado. Como isso não foi possível, vou ser inserido no projeto como candidato a suplente. Tenho certeza de que vou ajudar muito”, disse.
Futuro político
Questionado sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Campo Grande em 2028, Nelsinho evitou fazer projeções.
“Jamais eu colocaria isso na mesa. Nem eles esperavam o gesto que eu fiz, nem eu mesmo. Algumas pessoas ainda não compreendem essa decisão, mas o tempo vai dizer. Eu não tinha como chegar a setembro firme e forte para enfrentar tudo isso.”
Ao ser perguntado sobre o futuro, limitou-se a responder: “O futuro a Deus pertence.”
PSD e apoio de Caiado
Durante a entrevista, Nelsinho também comentou a situação do PSD após a reorganização política e afirmou que continuará defendendo o partido.
“O PSDB é um partido grande. Foi o partido que mais elegeu prefeitos na última eleição. Vou continuar empunhando a bandeira do 55.”
O senador ainda revelou que o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, acompanhou as articulações.
“O próprio Caiado me ligou, ligou para o Riedel. Está tudo dentro daquilo que a razão permite.”