A defesa jurídica de Tafnes Cavalheiro de Souza, jovem de 19 anos presa preventivamente sob a suspeita de envolvimento na produção e no compartilhamento de materiais de pornografia infantil, protocolou um pedido formal de prisão domiciliar perante o Poder Judiciário de Mato Grosso. A cuidadora de crianças está reclusa desde o dia 29 de junho, após investigações conduzidas no âmbito policial.
De acordo com as informações repassadas pelo advogado Walter Rapuano, que atua na defesa da suspeita, o habeas corpus foi impetrado na última sexta-feira (31) de julho de 2026. O argumento central do pedido fundamenta-se nas condições degradantes em que a cliente estaria inserida, visto que permanece alojada há mais de 30 dias nas dependências de uma delegacia de polícia, e não em um estabelecimento prisional adequado.
Alegação de aliciamento e Operação Puer Defensus
Segundo o relato apresentado pela defesa, Tafnes sustenta que teria sido aliciada por Fábio Serafim de Oliveira quando ainda era menor de idade e exercia a função de babá na residência do empresário, localizada no município de Sorriso. A veracidade e o contexto dessa versão ainda serão minuciosamente avaliados e confrontados pela Justiça no decorrer da instrução criminal.
De acordo com os apontamentos da Polícia Civil de Mato Grosso, as diligências que culminaram na deflagração da Operação Puer Defensus tiveram início a partir da prisão da cuidadora, desdobramento que subsidiou posteriormente a prisão preventiva do empresário, efetuada em 15 de julho. A apuração policial revelou fortes indícios de produção, registro e veiculação de conteúdos de exploração sexual envolvendo menores.
As investigações apontam que o caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia crucial relatando que uma criança teria sido orientada a praticar atos de natureza sexual na presença tanto da babá quanto do homem investigado. A polícia informou que os suspeitos teriam tentado apagar arquivos, mídias e conversas de seus telefones celulares, os quais foram apreendidos e encaminhados para exames periciais detalhados.
Trâmite judicial e vagas no sistema prisional
Enquanto o pedido de habeas corpus aguarda apreciação pelo Poder Judiciário, a defesa reitera a necessidade da conversão da prisão preventiva em domiciliar amparando-se nas condições estruturais do local de custódia temporária. A reportagem tentou contato para obter um posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso (Sejus-MT) a respeito da disponibilidade de vagas no sistema prisional feminino estadual, mas aguarda retorno.
O inquérito policial conduzido pela Polícia Civil continua em andamento, com o objetivo de esgotar todas as diligências técnicas, apurar o grau exato de participação de cada envolvido e consolidar as provas materiais do caso.
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