MT lidera índice de democracia ambiental, mas falha na proteção de defensores da Amazônia

Mato Grosso liderou o Índice de Democracia Ambiental (IDA) de 2026 entre os nove estados da Amazônia Legal, mas apresenta falhas na proteção de defensores ambientais. A informação consta no levantamento do Instituto Centro de Vida (ICV) e Transparência Internacional – Brasil, divulgado na semana passada. Nenhum estado avaliado alcançou o resultado “bom”.

O estudo avalia como os governos garantem direitos relacionados ao acesso à informação da população em geral, participação social, acesso à Justiça e proteção de defensoras e defensores ambientais nos estados que integram a Amazônia Legal.

Mato Grosso falha na proteção de ambientalistas, segundo estudo. – Foto: Reprodução/Arquivo da Internet

Apesar de falhar na segurança dos defensores ambientais, Mato Grosso é a unidade federativa melhor avaliada, ocupando a primeira posição do ranking. O destaque foi o acesso à informação, com 74,3 pontos, e o acesso à Justiça, com 73,6 pontos, ambos classificados como “bom”.

Mato Grosso também obteve desempenho regular em participação social, com 42,6 pontos. O principal ponto de fragilidade, no entanto, foi a proteção de defensoras e defensores ambientais, que recebeu apenas 36,4 pontos, resultado considerado insuficiente e que puxou a nota geral do estado para 56,7 pontos, classificada como “regular”.

Estudo ICV MT foto Reproducao
Levantamento apontou MT como Estado com mais democracia ambiental, apesar de nota “regular”. – Foto: Reprodução/Estudo Índice de Democracia Ambiental/ICV

Comparativo

Na classificação geral, Mato Grosso foi seguido por Pará (55,3 pontos), Amazonas (43,8) e Maranhão (41,9), os únicos estados que também obtiveram avaliação “regular”.

Tocantins, Rondônia, Amapá, Acre e Roraima receberam classificação “ruim”. Apenas a União alcançou conceito “bom”, com 70,7 pontos.

Amazônia Legal. - Foto: Jonne Roriz
MT é um dos estados que compõe a Amazônia Legal do Brasil. – Foto: Reprodução

O que pode ser feito?

Entre as recomendações do estudo estão o fortalecimento dos programas de proteção a defensores ambientais, a ampliação da transparência de informações públicas, o aprimoramento dos mecanismos de participação social e o reforço de estruturas especializadas em questões ambientais nos órgãos de Justiça e segurança pública.

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