O crescimento acelerado da indústria de biocombustíveis em Mato Grosso ganhará reforço na formação de mão de obra especializada. O Conselho Estadual de Educação (CEE-MT) autorizou, em ato publicado nesta terça-feira (28), a oferta do curso técnico em biocombustíveis na Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Campo Verde, administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
A autorização vale por quatro anos, entre 24 de julho de 2026 e 24 de julho de 2030 e permite a oferta do curso para estudantes que ainda estão no ensino médio ou que já concluíram essa etapa. O curso também prevê certificações intermediárias de desenhista técnico auxiliar, assistente de laboratório industrial e auxiliar de biotecnologia.
A decisão ocorre em um momento em que Mato Grosso se consolida como o principal polo brasileiro de etanol de milho, impulsionado por investimentos em novas usinas e pela expansão da bioenergia.

Setor vive momento de expansão
O novo curso chega em um cenário de crescimento da cadeia dos biocombustíveis no estado. Na safra 2024/25, 13,9 milhões de toneladas de milho foram destinadas à produção de etanol em Mato Grosso. O volume resultou em mais de 5,6 bilhões de litros de combustível, consolidando o estado como líder nacional do segmento. Atualmente, Mato Grosso possui mais de 10 usinas em operação, além de novos empreendimentos em construção e em fase de implantação.
Além do etanol, as indústrias produzem óleo de milho e coprodutos como o DDG (Dried Distillers Grains), utilizado na alimentação animal. Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), o setor gera mais de 147 mil empregos e arrecadou mais de R$ 833 milhões em ICMS apenas em 2025.
Formação voltada à indústria
O curso autorizado pelo Conselho Estadual de Educação integra o eixo tecnológico de Produção Industrial e foi estruturado para atender à demanda crescente por profissionais qualificados na indústria de biocombustíveis.
Entre as áreas de atuação estão processos industriais, laboratórios, biotecnologia, controle de qualidade e operação de sistemas ligados à produção de combustíveis renováveis. A expectativa é que a formação contribua para suprir a necessidade de mão de obra em um dos setores que mais crescem na economia mato-grossense.
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