Incêndio em depósito da Educação de Várzea Grande causa prejuízo de R$ 14,9 milhões

O incêndio que destruiu o Centro de Distribuição da Merenda Escolar e o Almoxarifado Central de Várzea Grande causou um prejuízo patrimonial estimado em R$ 14,9 milhões. O valor foi calculado após um levantamento técnico realizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel).

O fogo atingiu o Anexo I da secretaria na noite de 17 de junho. No imóvel funcionava a estrutura logística responsável por armazenar alimentos, materiais e equipamentos que seriam distribuídos às escolas municipais.

Incêndio destruiu depósito da Educação de Várzea Grande no dia 17 de junho. – Foto: Reprodução

De acordo com o levantamento, a maior perda foi a do Sistema de Ensino, composto por materiais didáticos destinados aos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da rede municipal.

As chamas também destruíram berços, colchões, geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, móveis escolares e outros itens comprados para novas unidades de ensino.

Incêndio destruiu galpão e provocou queda do telhado

Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater o incêndio. A intensidade das chamas destruiu o galpão, provocou o desabamento de parte do telhado e comprometeu toda a área atingida.

Após o incêndio, a Prefeitura de Várzea Grande decretou situação de calamidade administrativa por 180 dias na Secretaria Municipal de Educação. Na ocasião, a gestão informou que as escolas continuariam funcionando normalmente, pois as unidades já estavam abastecidas enquanto os estoques eram reorganizados.

A Smecel afirma que trabalha na reorganização dos serviços e na redução dos impactos provocados pelo incêndio. A reposição dos materiais e equipamentos perdidos deverá ocorrer gradualmente, conforme a disponibilidade de recursos no orçamento municipal.

Segundo a pasta, o objetivo é garantir a continuidade do atendimento às escolas e recompor os estoques atingidos pelo fogo.

Perícia descartou incêndio criminoso

Em laudo divulgado no dia 26 de junho, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) descartou a possibilidade de incêndio criminoso.

Os peritos concluíram que o fogo começou em uma fiação localizada na parte superior da câmara fria usada para armazenar alimentos congelados destinados à merenda escolar.

Conforme a Politec, o incêndio teve causa acidental e foi provocado por um fenômeno termoelétrico na instalação da câmara fria.

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