O modelo de gestão territorial em Mato Grosso atingiu um patamar inédito de abertura governamental no Brasil.
De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Democracia Ambiental (IDA), o governo estadual alcançou 74,3 pontos no quesito de transparência pública, superando a própria estrutura da União (71,9 pontos) e assumindo o primeiro lugar nacional no setor.
A marca qualifica a política de dados abertos do estado como de “bom desempenho”, evidenciando uma mudança estrutural na forma como as informações de fiscalização e conservação são compartilhadas com a sociedade.
O contraste no mapa socioambiental da Amazônia Legal
A medição é coordenada por organizações independentes do terceiro setor — incluindo o Instituto Centro de Vida (ICV) e a Transparência Internacional – Brasil, sob financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O indicador afere a capacidade de cada ente federativo em entregar respostas rápidas e bases de dados acessíveis sobre o uso do solo.
No panorama regional, Mato Grosso isolou-se no topo da tabela ao lado do Pará (que cravou 63 pontos). Por outro lado, os outros sete estados que integram o ecossistema amazônico registraram resultados considerados insuficientes ou intermediários, com médias que não ultrapassaram a barreira dos 50 pontos.
Tecnologia a serviço do controle social no campo
A liderança do estado é reflexo da modernização das plataformas digitais sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
A integração de mapas georreferenciados, autorizações de manejo e processos de licenciamento em portais de livre navegação simplificou o acompanhamento por órgãos fiscalizadores e pesquisadores.
A expectativa da gestão pública é continuar expandindo os canais de consulta digital, consolidando a integridade dos dados como um ativo estratégico para a sustentabilidade e o agronegócio regional.
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