O Hospital Municipal Maria Dolores Tejada Jordão, em Novo São Joaquim (MT), teve o setor responsável pela limpeza e esterilização de materiais médicos interditado após a Vigilância Sanitária identificar 151 irregularidades. Apesar dos problemas, o governo estadual autorizou a reabertura temporária do espaço, desde que a prefeitura cumpra uma série de exigências. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (28).
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a Prefeitura de Novo São Joaquim reconheceu os problemas encontrados durante a fiscalização. As irregularidades foram consideradas graves, mas o documento não detalha quais foram as falhas identificadas.
O hospital, que antes se chamava Hospital Municipal Nossa Senhora de Lourdes, recebeu uma advertência e terá que adotar medidas para garantir o funcionamento adequado do setor.
A decisão de permitir a reabertura levou em consideração a necessidade de manter o atendimento à população e evitar a interrupção dos serviços de saúde no município.
Prefeitura terá 15 dias úteis para apresentar soluções
A prefeitura terá 15 dias úteis, contados a partir do recebimento da decisão, para apresentar à Vigilância Sanitária um plano explicando como pretende resolver as 151 irregularidades.
O documento deverá informar quais problemas já foram corrigidos, quais estão sendo resolvidos e quais ainda precisam de providências. Também será necessário apresentar um calendário com os prazos para conclusão dos serviços e documentos que comprovem as melhorias realizadas.
Entre as exigências estão a apresentação de projetos para adequações na estrutura do setor de esterilização e do centro cirúrgico do hospital.

Hospital poderá ter setor fechado novamente
A autorização para reabrir o setor é temporária e depende do cumprimento das exigências da Vigilância Sanitária.
Se a prefeitura não apresentar o plano dentro do prazo, deixar de cumprir as etapas previstas ou se uma nova fiscalização encontrar riscos à saúde dos pacientes, o setor poderá ser interditado novamente de forma automática.
O município também poderá receber multa caso descumpra as determinações. A decisão ainda exige que o hospital apresente um plano emergencial para garantir a esterilização dos materiais utilizados nos atendimentos. Esse documento passará por avaliação da Vigilância Sanitária antes da autorização para funcionamento.
Funcionários terão que passar por treinamento
Além de corrigir as irregularidades, o hospital terá que oferecer treinamento aos profissionais que trabalham nos setores de esterilização, centro cirúrgico, farmácia, lavanderia, cozinha e limpeza.
A capacitação deverá ter pelo menos oito horas de duração e abordar cuidados com a limpeza de materiais hospitalares, prevenção de infecções, segurança dos pacientes e descarte correto de resíduos.
O prazo para realizar o treinamento é de 90 dias úteis, e os custos ficarão sob responsabilidade do próprio hospital.
Por que o setor de esterilização é importante?
O setor de esterilização é responsável por limpar e preparar instrumentos utilizados em atendimentos médicos e cirurgias. É nesse espaço que materiais como pinças, tesouras cirúrgicas e outros equipamentos passam por processos para eliminar microrganismos que podem causar infecções.
Por isso, falhas nesse serviço podem comprometer a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde. A publicação não informa se as irregularidades provocaram cancelamento de cirurgias, transferência de pacientes ou suspensão de atendimentos.
Também não há confirmação, no documento, de que o setor já tenha retomado as atividades após a autorização temporária. A decisão foi assinada pela coordenadora da Vigilância Sanitária de Mato Grosso, Sonia Cristina Figueiredo Oliveira, em 27 de outubro de 2026.