Gaeco faz operação contra advogada e PM suspeitos de repassar dados ao PCC

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foram às ruas nesta quinta-feira (29) para a terceira fase da Operação Courrier, que investiga advogados envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação desta manhã teve como alvo uma advogada e um policial militar.

Operação do Gaeco mirou policiais militares suspeitos de integrarem esquema de tráfico de drogas | (divulgação, MPMS)

Denominada Consorte, a operação desta quinta-feira cumpriu dois mandados de prisão e três de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Dourados.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os alvos, uma advogada e um policial militar, são casados e ambos integram o PCC.

Conforme as investigações, o casal tem envolvimento com a “Sintonia dos Gravatas”, núcleo da facção composto por advogados que utilizam suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa.

Ainda de acordo com a apuração, o policial militar usava suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à esposa, que, por sua vez, repassava tudo a integrantes do PCC. Os dois são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

Representantes da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil participaram da operação.

Operação Courrier

A primeira fase da operação Courrier foi realizada em março de 2022 e prendeu quatro advogados, além de policial penal, servidor do poder judiciário e da Defensoria Pública.

Na época, a investigação expôs detalhes de como a Sintonia dos Gravatas atuava em Mato Grosso do Sul e revelou até mesmo ameaças contra um promotor do Gaeco e um juiz de Direito da Capital.

Já a segunda fase foi realizada em 2024 com foco no tráfico de drogas. A ação – chamada de Last Chat – mirou uma organização criminosa que operava em cinco estados com um esquema que começava dentro de presídios e contava com uma sofisticada rede de distribuição e vários integrantes. Pelo menos 40 envolvidos foram identificados, entre eles, um policial militar, um servidor público municipal e três advogados.

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