Fora da Copa, Brasil e Noruega empatam em 1 a 1 no comércio: soja vai, fertilizante vem

Enquanto Brasil e Noruega se preparam para disputar vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, fora dos campos o relacionamento entre os dois países segue em clima de equilíbrio. Enquanto Mato Grosso exporta soja para os noruegueses, a resposta vem na forma de fertilizantes, insumo indispensável para manter a produtividade das lavouras.

A Noruega é um dos países importante para o fornecimento de fertilizantes utilizados no campo brasileiro. – Foto: Reprodução/IA

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que a corrente comercial entre Mato Grosso e Noruega movimentou US$ 49,25 milhões em 2025.

Desse total, US$ 45,26 milhões corresponderam às exportações mato-grossenses, enquanto US$ 3,99 milhões foram destinados às importações, garantindo ao estado um saldo comercial positivo de US$ 41,27 milhões.

A soja liderou com folga as vendas para o mercado norueguês. Ao longo do ano, Mato Grosso embarcou 105,8 mil toneladas do grão, que renderam US$ 44,6 milhões. A carne bovina também integrou a pauta exportadora, embora em menor escala, com 42 toneladas comercializadas e receita de aproximadamente US$ 670 mil.

No caminho inverso, o principal produto adquirido pelo estado foi o fertilizante. Mato Grosso importou 10,4 mil toneladas do insumo produzido na Noruega, em operações que somaram cerca de US$ 4 milhões. Embora represente uma fatia menor da balança comercial, o produto tem papel estratégico para sustentar a produção agrícola que, posteriormente, abastece mercados internacionais, incluindo o próprio europeu.

Mercado exige mais que volume

Além de parceiro comercial, a Noruega representa um mercado que impõe padrões elevados de sustentabilidade, rastreabilidade e transparência na origem dos produtos agropecuários. Para Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e um dos principais exportadores de carne bovina do país, atender a essas exigências pode significar ampliar espaço em mercados mais exigentes.

Na avaliação do Imea, a competitividade internacional tende a depender cada vez mais da combinação entre escala de produção, eficiência operacional e boas práticas ambientais. Investimentos em tecnologia e sistemas de rastreabilidade podem fortalecer a imagem do estado diante do mercado europeu.

Disputa dentro dos campos

Se, no comércio exterior, Brasil e Noruega protagonizam um “empate” simbólico, dentro de campo o confronto promete ser decisivo. A seleção norueguesa garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo após vencer a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira (30), e será a próxima adversária da Seleção Brasileira.

O duelo está marcado para domingo (5), às 17h (horário de Brasília), e coloca a equipe comandada por Carlo Ancelotti diante de um retrospecto desafiador. Em confrontos anteriores entre as duas seleções, a Noruega nunca foi derrotada pelo Brasil, tornando o encontro ainda mais cercado de expectativa.

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