Durante uma semana, Maria Eduarda e outros 26 estudantes ocupam simbolicamente as cadeiras dos senadores que representam os estados e o Distrito Federal.
Os jovens participam de comissões, apresentam propostas, discutem temas de interesse nacional e votam projetos. A experiência permite que eles conheçam, na prática, o funcionamento do processo legislativo e o trabalho desenvolvido no Senado.
Ao todo, o programa reúne 27 estudantes: um representante de cada estado e um do Distrito Federal.
Criado em 2008, o Jovem Senador seleciona alunos da rede pública por meio de um concurso de redação. A iniciativa busca aproximar os estudantes da política e estimular a participação dos jovens nos debates sobre cidadania e democracia.
Propostas podem virar sugestões legislativas
As ideias apresentadas pelos estudantes durante a vivência não ficam restritas à simulação. As propostas aprovadas pelos jovens podem ser encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Depois disso, os textos podem começar a tramitar como sugestões legislativas e, caso avancem no Congresso Nacional, podem até ser transformados em leis.

Para Maria Eduarda, a participação também é uma oportunidade de defender a educação digital. A estudante considera importante que as escolas abordem o funcionamento das redes sociais, os riscos presentes no ambiente virtual e o uso responsável das plataformas.
Além de representar Mato Grosso, a jovem leva ao Senado a experiência dos estudantes da rede pública e as discussões realizadas dentro da Escola Estadual 29 de Novembro, em Tangará da Serra.
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