Após a Fifa decidir suspender a punição decorrente do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, uma polêmica cercou o árbitro brasileiro, Raphael Claus. Com a medida, o atacante norte-americano está liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, nesta segunda-feira (6).
Claus expulsou Balogun depois de entender que a entrada do atacante justificava o cartão vermelho direto. Pela regra geral da competição, Balogun cumpriria suspensão automática de uma partida, ou seja, ficando de fora do duelo contra a Seleção belga.
No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar para suspender a execução da penalidade por um período probatório de um ano, permitindo que o jogador atue normalmente.
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O caso ganhou repercussão mundial após Donald Trump confirmar que telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma revisão da expulsão. Infantino admitiu ter recebido a ligação, mas afirmou que os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma independente e que a decisão foi tomada exclusivamente pelo Comitê Disciplinar, sem interferência política.
Confira o que disse Trump sobre árbitro brasileiro
“Aquilo não foi falta. Aquilo não foi nem uma infração. Eram dois caras correndo em velocidade máxima que por acaso trombaram um no outro. Você não consegue colocar o pé exatamente no pé de outra pessoa quando está correndo em velocidade máxima. Não, eram dois grandes atletas que se enroscaram.
E esse árbitro, que é um pouco suspeito — se você checar o passado dele. Eu não quero falar isso porque não gosto de criar controvérsia, mas muito suspeito. Se você quiser, eu te passo o passado dele.
Eu assisti ao jogo, ninguém precisou me pedir para assistir. Era impossível tirar os olhos da partida. Eu disse ao Gianni que eles estão transmitindo muitos jogos aqui, mesmo em um país onde, convenhamos, esse não é o principal esporte.
E o sucesso tem sido enorme. Ontem à noite me disseram que a audiência foi quatro vezes maior do que o esperado. Eles acreditam que entre 50 e 60 milhões de pessoas vão assistir ao jogo desta noite. Isso já está chegando a números de Super Bowl.
CBF saiu em defesa de Claus
A decisão provocou críticas de dirigentes, federações e personalidades do futebol, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota em defesa de Raphael Claus. A entidade reiterou confiança no trabalho do árbitro brasileiro e afirmou que as decisões tomadas em campo devem ser respeitadas, destacando o histórico e a credibilidade da arbitragem nacional.
Confira a nota da entidade brasileira emitida ao GE:
Raphael Claus integra o quadro de árbitros profissionais da CBF, é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol.
Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita.
A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Trata-se de um profissional exemplar, cuja carreira é amplamente respaldada por avaliações técnicas, desempenho consistente e confiança das principais competições nacionais e internacionais.
A CBF reafirma seu compromisso com a verdade, com a transparência e com a defesa intransigente de seus profissionais.