O Brasil atingiu, o maior volume de recursos da história para combater o desmatamento e os incêndios florestais. O valor foi ampliado após a publicação da Medida Provisória nº 1.367/2026, que libera R$ 337,5 milhões para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Com isso, o orçamento supera em 24% o registrado em 2025, até então o maior da série.
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Os recursos para ações ambientais são 133% maiores que os da gestão anterior, já corrigidos pela inflação. Em valores nominais não corrigidos, a alta chega a 184,5%.
O crédito será executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os recursos devem ampliar a atuação dos órgãos no combate aos incêndios e reforçar a fiscalização ambiental em todo o país.
Distribuição dos investimentos
Do total, R$ 194,4 milhões vão para o Ibama. O dinheiro será usado na prevenção e no controle de incêndios em áreas federais prioritárias, além de operações de fiscalização. Os recursos também vão bancar:
- Despesas de campo, como deslocamento de equipes;
- Contratação de brigadistas;
- Compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- Aluguel de aeronaves;
- Apoio logístico.

O ICMBio receberá R$ 143,1 milhões para reforçar a fiscalização e o combate a incêndios nas unidades de conservação. O valor será usado na:
- Contratação e treinamento de profissionais;
- Compra de equipamentos;
- Ampliação das ações de monitoramento;
- Melhoria da estrutura operacional.
A medida amplia a capacidade de resposta do país diante de eventos climáticos extremos e do aumento do risco de incêndios. Também reforça ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento ilegal.
O crédito também atende decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 743 e 760. As ações tratam do fortalecimento das políticas de combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal.
Prevenção e combate de incêndios
O recurso faz parte de um conjunto de ações para proteger biomas, reforçar a fiscalização e ampliar a prevenção e o combate aos incêndios no país.
Desde 2023, o país adotou medidas para prevenir e combater incêndios florestais. Entre elas está a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada em julho de 2024, que criou uma nova forma de organização dessas ações.

A política prevê ações integradas entre governos, produtores rurais, universidades e sociedade civil no controle dos incêndios.
Em 2025, o país registrou queda de 39% na área queimada em relação à média dos oito anos anteriores, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A redução foi de 91% no Pantanal, 75% na Amazônia, 58% na Mata Atlântica e 45% no Pampa.