Chikungunya mata 15 em Dourados e maioria é indígena

Um jovem indígena de apenas 19 anos é a 15ª vítima que perdeu a vida em decorrência da chikungunya em Dourados. Das 15 mortes confirmadas pela doença desde o início do ano, 11 ocorreram entre indígenas, o que escancara a vulnerabilidade dessa população na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, que segue em situação de emergência em saúde pública por causa do alto números de casos.

Ação de monitoramento dos casos de chikungunya em Dourados. (Foto: Edjalma Borges)
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Conforme a Prefeitura de Dourados, o jovem estava internado no Hospital Universitário e faleceu no dia 29 de maio, 77 dias após o início dos sintomas, registrados em 14 de março.

Outros três óbitos estão sob investigação. Tratam-se de uma mulher de 74 anos, portadora de doença renal crônica e hipertensão arterial sistêmica; um homem de 71 anos, portador de diabetes mellitus; e um homem de 43 anos, sem registro de comorbidades.

Casos confirmados de chikungunya

Ainda segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Dourados confirmou 4.745 casos de chikungunya desde o início de 2026. Do total, 2.184 pacientes são indígenas. Outros 497 casos seguem em investigação.

Apesar desse cenário, a prefeitura afirma que o número de infecções nas aldeias da cidade está em declínio, enquanto os casos agudos registrados nas últimas semanas predominam entre a população não indígena.

Os dados também apontam um elevado número de internações, com sobrecarga na rede de Atenção Primária à Saúde em áreas urbanas, além de pressão sobre os serviços de urgência e emergência e a ocupação de leitos hospitalares.

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