Um raro cateto albino foi registrado caminhando em uma lavoura de algodão durante a colheita, em Sapezal (MT). O animal, de pelagem completamente branca, foi filmado pelo técnico agrícola Ramay Francisco enquanto ele passava de motocicleta pela propriedade rural.
O trabalhador passava de motocicleta pela área quando avistou o animal de pelagem completamente branca. Surpreso com a cena, parou para gravar o momento.
Apesar da aparência diferente, o animal não é um javali. Trata-se de um cateto, também conhecido como caititu, pecari, porco-do-mato, tateto ou patira, uma espécie nativa das Américas bastante comum em áreas de Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.
Raro não é nascer, mas sobreviver
Segundo o biólogo Helder Freitas, o albinismo em catetos não é um fenômeno impossível, porém indivíduos com essa condição dificilmente conseguem chegar à fase adulta na natureza.
A ausência de melanina deixa o animal totalmente branco e elimina uma das principais estratégias de sobrevivência da espécie: a camuflagem.
“No ambiente de mata fechada, a coloração branca faz com que ele se torne uma presa muito mais fácil. Já no Cerrado, que é mais aberto, além de ficar mais exposto aos predadores, também sofre mais com a incidência do sol por causa da falta de melanina”, explica o especialista.
De acordo com Helder, justamente por essas dificuldades, encontrar um exemplar vivo é considerado bastante incomum. “Não é raro nascer com essa condição genética, mas é raro sobreviver na natureza”, completa.
Veja o vídeo:
O que é o albinismo?
O albinismo é uma condição genética caracterizada pela ausência total ou parcial de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos.
Nos animais silvestres, essa característica representa uma grande desvantagem. Além de reduzir a capacidade de camuflagem, pode provocar maior sensibilidade à luz solar, problemas de visão e aumentar a vulnerabilidade diante de predadores.
Por isso, registros de mamíferos albinos vivendo livres na natureza costumam ser considerados excepcionais.

Como vive o cateto
Os catetos vivem geralmente em bandos que podem reunir entre cinco e 25 indivíduos, embora durante parte do dia possam ser vistos em grupos menores. São animais de hábitos predominantemente noturnos e alimentam-se de frutos, sementes, raízes, folhas, tubérculos, insetos e cactáceas.
A gestação dura cerca de 145 dias e normalmente resulta no nascimento de dois filhotes, que apresentam pelagem avermelhada nos primeiros meses de vida antes de adquirirem a coloração típica da espécie.
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