O ritmo de colheita no interior de Mato Grosso e o abastecimento contínuo do mercado hortifrutigranjeiro voltaram a aliviar as despesas das famílias mato-grossenses na quarta semana de julho.
Impulsionado pela maior oferta de produtos essenciais vinda do campo, o preço médio da cesta básica recuou 2,04% em Cuiabá, fechando o período em R$ 848,96.
A quinta retração semanal consecutiva foi confirmada pelo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), revelando uma desaceleração generalizada no custo da alimentação no Estado.
Safras e estoque em alta derrubam valores nas prateleiras de MT
A movimentação nas lavouras e nas centrais de abastecimento de Mato Grosso teve impacto direto na gôndola do supermercado, com redução expressiva em itens de consumo diário:
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Batata (-16,10%): Registrou o maior recuo da semana no Estado, sendo comercializada a um valor médio de R$ 6,68/kg. O avanço da colheita aumentou a oferta e manteve a tendência de queda, embora o tubérculo ainda acumule alta de 86,13% na comparação com julho do ano passado.
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Tomate (-12,50%): A alta produtividade do período fez o quilo do fruto ceder para R$ 6,69. Em relação ao mesmo período de 2025, o tomate está 21,35% mais barato nos mercados mato-grossenses.
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Açúcar (-1,97%): Favorecido pelos estoques elevados no setor produtivo, o item caiu para R$ 1,66/kg, acumulando uma retração expressiva de 54,75% frente ao valor registrado no mesmo período do ano passado.
Produção agrícola reflete na recuperação do poder de compra
Embora a sequência de quedas traga fôlego, o valor atual da cesta básica em Mato Grosso (R$ 848,96) ainda figura 4,27% acima do apurado no mesmo período de 2025, quando o conjunto de itens custava R$ 814,16.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o forte fluxo da produção de hortifrutis no Estado tem sido decisivo para estabilizar o custo de vida:
“O avanço das colheitas e a maior oferta de hortifrutigranjeiros continuam favorecendo a acomodação dos preços no Estado. O fato de mais da metade dos itens registrar variação negativa mostra um movimento consistente de alívio para o poder de compra da população.”
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