O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para deixar a prisão domiciliar e ir a uma consulta odontológica com uma profissional que é esposa de um dos filhos dele.
Ele está com consulta agendada para a próxima sexta-feira (21), às 14 horas.

Na solicitação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente pedem autorização para deslocamento e atendimento odontológico, para que ele possa ser atendido por Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Requer, portanto, seja autorizada a saída do peticionário de sua residência, exclusivamente para a realização da referida consulta odontológica, pelo período necessário ao deslocamento, atendimento e retorno, observadas as medidas de fiscalização pertinentes”, solicitou a defesa.
Chama atenção que a petição é assinada por 4 advogados, entre eles o próprio filho de Jair Bolsonaro, o senador e candidato a presidência da República pelo PL, Flávio Nantes Bolsonaro, que está impedido pelo STF de visitar o pai depois da divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente.
Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente por Alexandre de Moraes, relator da execução penal. O pedido ainda não foi analisado pelo ministro, até a publicação desta reportagem.
Condenado a 27 anos de reclusão por organização criminosa armada, abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio público, Bolsonaro teve prisão domiciliar humanitária concedida em 24 de março deste ano e prorrogada em 3 de julho, com cautelares, dentre elas, proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Em 11 de julho deste ano, Flávio publicou na sua rede social Instagram, um vídeo, por meio do qual afirmou que, após a realização de visita ao pai, realizaria no seu canal do YouTube a leitura de uma uma “carta aos brasileiros”, escrita por Jair.

Para Moraes, Flávio desrespeitou expressa vedação judicial e desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do §1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão.
Além disso, em julho, Moraes pediu que a defesa de Bolsonaro explicasse se o ex-presidente havia autorizado que sua imagem fosse gerada por meio de Inteligência Artificial (IA) para um vídeo exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), em que um “pronunciamento simulado” foi feito com a imagem de Jair Bolsonaro feita por Inteligência Artificial.
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