Após morte de maquiadora de MS, uso de PMMA é proibido pelo CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu nesta segunda-feira (1º) o uso médico do polimetilmetacrilato (PMMA) em preenchimentos na pele.

A decisão foi tomada após o CFM apontar uma série de sequelas graves associadas ao material, como alergia, inchaço, dor intensa, manchas, deformação, queimaduras, sangramento, queloides, infecções, necrose e até morte.

PMMA foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina. (Foto: Unsplash)

A resolução do CFM regula apenas o ato médico e não impõe regras a outras profissões, como explica a relatora da resolução do CFM, a cirurgiã plástica e conselheira Graziela Bonin.

“A partir de agora, qualquer uso do PMMA e a publicidade de que está usando o PMMA passa a ser uma infração, independentemente de eventual dano, independentemente de chegar ao conselho a denúncia de que algum paciente foi prejudicado”, diz a médica Graziela Bonin.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o PMMA ou polimetilmetacrilato, é um tipo de preenchedor usado em procedimentos médicos e precisa ter registro na Anvisa, sendo autorizado somente para tratamento reparador, não sendo indicado em procedimentos com fins estéticos.

Além disso, a aplicação do PMMA deve ser feita por profissional médico ou odontólogo habilitado, sendo o profissional o responsável por determinar a quantidade necessária para cada paciente, conforme a correção a ser realizada e as orientações técnicas de uso do produto.

No entanto, a única exceção para o uso como preenchimento prevista na resolução do CFM é para o tratamento da lipodistrofia (perda ou redistribuição de gordura no corpo), em pacientes com HIV/aids devido aos antirretrovirais.

Morte após procedimento

Na última terça-feira (26), a maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos e moradora de Jardim, em Mato Grosso do Sul, morreu após realizar um procedimento estético com aplicação de Polimetilmetacrilato (PMMA) nos glúteos e na parte posterior das coxas.

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