A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que o Governo de Mato Grosso já desembolsou R$ 206 milhões pelo BRT (Bus Rapid Transit), entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a pasta, esse é o valor efetivamente pago até agora, enquanto os contratos já assinados para o sistema totalizam R$ 533 milhões.
A manifestação da pasta foi divulgada na sexta-feira (12), após o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, cancelar pela terceira vez sua participação em uma audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
O encontro estava marcado para o dia 11 de junho e tinha como objetivo prestar esclarecimentos sobre os contratos e o andamento das obras do BRT. A nova data para o comparecimento do secretário foi remarcada para 13 de julho.
Contrato quebrado
De acordo com a Sinfra, o principal contrato do BRT foi firmado com o Consórcio Construtor BRT e previa a execução completa da infraestrutura do sistema. Avaliado inicialmente em R$ 468 milhões, o acordo acabou rescindido devido à não execução dos serviços pelas empresas responsáveis. Apesar disso, o Estado desembolsou R$ 130 milhões, valor que inclui reajustes contratuais.
Os recursos foram aplicados nas intervenções realizadas nas Avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande, além de trechos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, em Cuiabá.

Após a rescisão, a secretaria optou por dividir as obras em novos lotes. A segunda contratação, ainda em execução, contempla a continuidade da infraestrutura na Avenida do CPA, na região da Prainha e no trecho que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon ao novo terminal de Várzea Grande. O contrato está avaliado em R$ 155 milhões, dos quais R$ 76 milhões já foram pagos.
A construção das estações foi contratada separadamente por R$ 120 milhões. Conforme a Sinfra, ainda não houve desembolso porque os serviços estão em fase inicial. Segundo Marcelo de Oliveira, o projeto passou por alterações que elevaram o valor previsto, incluindo a adoção de novo piso, instalação de portas automáticas, vidros com maior proteção térmica e climatização das estruturas.
Outro contrato, no valor de R$ 128 milhões, foi firmado para a construção dos terminais de integração. As obras, porém, ainda não começaram.
Venda dos vagões do VLT
Ao detalhar os números, o secretário destacou que a arrecadação obtida com a venda dos vagões e equipamentos do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) alcançou R$ 915 milhões. Segundo ele, o montante supera os contratos firmados para o BRT.
A secretaria sustenta que os valores demonstram a viabilidade financeira da substituição do VLT pelo BRT e afirma que todas as contratações foram realizadas por meio de processos licitatórios abertos à concorrência.
Restos vão a leilão
Nesta segunda-feira (15), o governo de Mato Grosso leiloa peças, equipamentos e materiais que seriam utilizados na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A abertura do leilão ocorreu no dia 18 de maio. São 91 lotes disponíveis para pessoas físicas e jurídicas, que variam de R$ 1 mil até R$ 5 milhões.

Entre os itens disponíveis estão materiais de construção, equipamentos ferroviários, sistemas de sinalização, cabos elétricos, transformadores, aparelhos de ar-condicionado, equipamentos de informática e até estruturas de viadutos.
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