O major da Polícia Militar de Mato Grosso, Pedro Henrique Silva Garcia, foi preso nessa terça-feira (3), após ser flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando anabolizantes, testosterona, medicamentos para emagrecimento e outros produtos importados sem comprovação regular de entrada no Brasil. A abordagem ocorreu quando o militar chegava a Cuiabá, após retornar de uma viagem ao Paraguai.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram uma grande quantidade de mercadorias, incluindo substâncias hormonais, suplementos alimentares, perfumes, cosméticos, bebidas alcoólicas, pares de tênis, um celular e outros aparelhos eletrônicos.
Segundo as informações policiais, ainda não é possível afirmar que todos os produtos apreendidos eram ilegais ou que seriam destinados à comercialização. A origem das mercadorias e as circunstâncias do transporte serão apuradas durante a investigação.
Major será investigado pela Corregedoria da PM
A Polícia Militar de Mato Grosso informou que a Corregedoria instaurou uma sindicância para investigar a conduta do oficial.
Em posicionamento, a corporação ressaltou que não compactua com práticas criminosas cometidas por seus integrantes.
Além da apuração administrativa, o caso também será investigado pela Polícia Federal, responsável por esclarecer as circunstâncias da entrada dos produtos no país.
A audiência de custódia do major foi marcada para as 14h desta quarta-feira (4), por videoconferência. Até a última atualização das informações recebidas, não havia confirmação sobre o resultado da audiência.
O que acontecerá com os medicamentos apreendidos?
Os produtos apreendidos serão encaminhados à Receita Federal para os procedimentos cabíveis.

Segundo informações repassadas pela Polícia Federal, os medicamentos apreendidos não poderão retornar à comercialização e deverão ser incinerados.
A investigação deverá esclarecer a procedência das mercadorias, a regularidade da importação e se os produtos tinham como finalidade o uso pessoal ou a revenda.
A Polícia Militar também deverá avaliar a conduta do major no âmbito administrativo, por meio da sindicância instaurada pela Corregedoria.
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