confira os nomes dos alvos de operação da PF contra crime organizado em MS

A Polícia Federal tem nove pessoas entre os alvos da Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) para desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Um dos alvos foi o ex-delegado da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, suspeito de desvio de 2 toneladas de cocaína.

Operação IFRIT da Polícia Federal | (Divulgação)

Confira os nomes:

  1. Adel Hassan Haidar
  2. Maroan Fernandes Haidar Ahmed
  3. Adu le Vásques Haidar
  4. Hoffman D’Ávila Candido e Sousa
  5. Mamede Alhaj Haidar
  6. Fahd Haidar
  7. Renan Braian Garcia Presotto
  8. Bruno Banega
  9. Brendo Benega Pereira

A investigação aponta que o grupo era liderado por três irmãos e contava com a participação de outros familiares. A organização utilizava a fronteira de Mato Grosso do Sul para introduzir drogas e armas no Brasil, com ramificações em outros estados e envio de entorpecentes para países da Europa.

  1. Família de três irmãos comandava grupo criminoso investigado pela PF em MS

A Polícia Federal estima que o esquema tenha rendido ao delegado pelo menos R$ 15 milhões, além de veículos, uma mansão no condomínio Alphaville, em Campo Grande, e um sítio em Pirenópolis (GO). Os valores teriam sido obtidos ao longo de aproximadamente dois anos.

Hoffman foi alvo da Operação Infiltrados, ação realizada em setembro, que revelou um esquema de desvio de drogas e corrupção envolvendo integrante da segurança pública de Mato Grosso do Sul. Ele está preso desde então.

A defesa de Hoffman disse em nota que aguarda acesso aos autos e que não iria se manifestar. Confira:

“A Defesa Técnica do Delegado de Polícia Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa informa que tomou conhecimento do cumprimento de novo mandado de prisão preventiva e de medidas de busca e apreensão no âmbito da denominada Operação Ifrit. Até o presente momento, a Defesa ainda não teve acesso integral aos autos, à decisão que fundamentou a nova custódia nem aos elementos probatórios que embasaram as medidas.

Diante disso, qualquer manifestação sobre o mérito seria prematura. Assim que houver acesso completo ao procedimento, a Defesa realizará a análise técnica do caso e adotará todas as medidas processuais cabíveis, assegurando o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa.”

Organização atuava na fronteira entre MS e Paraguai

As investigações apontam que a organização era comandada por um núcleo familiar formado por três irmãos, filhos e outros familiares. O grupo mantinha ligação com facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

A principal área de atuação era a região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, mas a organização também mantinha ramificações em Campo Grande e em outros estados.

Segundo a PF, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os entorpecentes abasteciam cidades brasileiras e também eram transportados pelo país para posterior exportação à Europa, principalmente Espanha e Portugal.

A investigação identificou ainda a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal de Mato Grosso. Conforme a apuração, os agentes forneciam informações sigilosas ao grupo em troca de dinheiro e bens, além de monitorar rivais e antecipar operações policiais.

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