veja o que candidatos ao governo de MT propõem para melhorar a segurança

O avanço das facções criminosas, o domínio territorial, tráfico de drogas, crimes no campo e a situação do sistema prisional aparecem entre os principais desafios de segurança pública nos planos de governo dos candidatos ao governo de Mato Grosso.

Segundo o relatório Cartografias da Violência na Amazônia, divulgado em novembro do ano passado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Mato Grosso aparece com 92 das 142 cidades (65,2%) dominadas ou disputadas por facções criminosas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Diante desse cenário de insegurança, os candidatos apresentam propostas que seguem caminhos diferentes, como analisou o Primeira Página.

Avanço de facções criminosas e mudanças no sistema prisional estão entre principais focos de propostas de candidatos ao governo de MT. – Foto: Reprodução

Há planos que apostam no fortalecimento da inteligência e da tecnologia; outros priorizam a prevenção e as políticas sociais, enquanto alguns defendem maior rigor dentro dos presídios, o isolamento de lideranças criminosas e a ampliação do policiamento.

Entre as propostas, o sistema prisional aparece como um dos principais pontos de atenção. Em alguns planos, as cadeias são descritas como uma espécie de “escola de recrutamento do crime organizado” ou “escritório do crime”. A avaliação é de que mudanças no sistema prisional seriam necessárias para frear a influência das facções.

A atuação nas fronteiras e nos limites territoriais de Mato Grosso também está entre as prioridades. Alguns candidatos propõem, por exemplo, o uso de drones, inteligência e integração de dados para monitorar a fronteira internacional, rotas de fuga e áreas consideradas dominadas por facções.

Veja abaixo o que cada candidato propõe para enfrentar o crime organizado no Estado:

Raio-X dos planos

Como os candidatos propõem combater o crime organizado?

Compare as principais propostas para facções, fronteiras, presídios, tecnologia, prevenção e combate financeiro.

Como ler: selecione um tema para comparar a proposta dos seis candidatos.

1

Maurício Coelho

Facções

Fortalecer o BOPE-MT e unidades especializadas, integrar as forças de segurança e combater lideranças, armas, drogas e a ocupação territorial por organizações criminosas.

Fronteira

Usar drones, inteligência e integração de dados para monitorar fronteiras, rotas de fuga e áreas consideradas dominadas por facções.

Presídios

Avaliar o sistema prisional por indicadores de segurança, controle e redução da reincidência.

Tecnologia

Ampliar o uso de drones, integrar bancos de dados e utilizar inteligência para orientar operações e policiamento.

Prevenção

Aplicar segurança pelo design urbano, com iluminação, ocupação dos espaços, acessibilidade e participação dos moradores no diagnóstico.

Combate financeiro

Interromper fluxos financeiros das organizações criminosas como parte da estratégia de desarticulação das facções.

2

Natasha Slhessarenko

Facções

Reduzir fatores que favorecem o fortalecimento das facções, especialmente a superlotação prisional e o recrutamento de novos integrantes.

Não há proposta específica para a faixa de fronteira no trecho analisado do plano.

Presídios

Combater a superlotação com revisão permanente da situação processual, redução do excesso de presos provisórios e alternativas penais para crimes sem violência.

Não há um eixo tecnológico específico destacado no trecho analisado do plano.

Prevenção

Criar programas permanentes nos bairros mais vulneráveis, envolvendo esporte, cultura, escola e enfrentamento ao álcool e às drogas, além de conselhos de segurança.

Não há proposta específica de combate financeiro no trecho analisado do plano.

3

Otaviano Pivetta

Facções

Fortalecer tropas especializadas, criar delegacias regionais contra o crime organizado e ampliar o isolamento de lideranças criminosas.

Fronteira

Expandir o cercamento digital nas divisas e na fronteira com a Bolívia, usando leitura de placas e alertas em tempo real no Ciosp.

Presídios

Ampliar vagas, bloquear sinais de comunicação, criar módulos de segurança máxima e isolar lideranças criminosas.

Tecnologia

Expandir câmeras e cercamento digital, utilizar drones e inteligência artificial e ampliar o banco de DNA.

Prevenção

Fortalecer o sistema socioeducativo, qualificar jovens e ampliar redes de proteção à mulher e de combate à violência doméstica.

Combate financeiro

Usar o sufocamento financeiro das organizações criminosas como uma das estratégias centrais de combate às facções.

4

Rafaell Milas

Facções

Desarticular bases logísticas do tráfico, isolar chefes de facções e fortalecer a atuação integrada das forças de segurança.

Fronteira

Reforçar o GEFRON com mais efetivo e drones de longa distância, sensores termais e imagens de satélite.

Presídios

Criar um presídio estadual de segurança máxima, com bloqueio de comunicação e celas individuais, além de RDD estadual para lideranças.

Tecnologia

Utilizar drones, satélites, reconhecimento facial, OCR, perícia digital e análise balística automatizada.

O plano concentra as propostas apresentadas neste recorte principalmente em repressão, inteligência, fronteira e sistema prisional.

Combate financeiro

Criar um núcleo integrado entre Polícia Civil, Polícia Penal e SEFAZ para identificar, bloquear e confiscar ativos ligados às facções.

5

Sargento Laudicério

Facções

Fortalecer a inteligência integrada, a análise criminal e a investigação patrimonial para atingir lideranças, logística e comunicação das organizações.

Fronteira

Ampliar o policiamento e a inteligência na faixa de fronteira, com tecnologia, integração de bases de dados e cooperação com outras forças.

Presídios

Fortalecer a inteligência penitenciária e a integração de informações entre as forças de segurança.

Tecnologia

Ampliar o uso integrado de dados e ferramentas de inteligência para direcionar o policiamento e as ações contra o crime.

Prevenção

Criar programa estadual para prevenir o aliciamento de jovens, envolvendo educação, assistência social, esporte, cultura, trabalho e segurança.

Combate financeiro

Fortalecer núcleos de inteligência patrimonial e financeira para localizar ativos ilícitos e apoiar bloqueio e perda de bens.

6

Wellington Fagundes

Facções

Criar um Programa Estadual de Combate ao Crime Organizado, com atuação integrada das forças de segurança.

Fronteira

Ampliar efetivo, equipamentos, tecnologia e bases do GEFRON, além de buscar recursos federais para investimentos.

Presídios

Valorizar profissionais do sistema penitenciário e ampliar a integração dos sistemas de segurança e Justiça.

Tecnologia

Expandir o videomonitoramento para todos os municípios e incentivar câmeras, drones, sensores e sistemas integrados.

Prevenção

Reestruturar a Polícia Comunitária, ampliar escolas militares e criar redes de cooperação entre produtores rurais e forças de segurança.

Combate financeiro

Fortalecer a investigação financeira e o rastreamento de ativos ilícitos.

Importante: o quadro resume propostas apresentadas nos planos de governo. A ausência de uma medida indica apenas que ela não aparece no trecho analisado, e não necessariamente que o candidato seja contrário à iniciativa.

Maurício Coelho 📝

O plano de governo do candidato Maurício Coelho parte da ideia de que o combate às facções precisa recuperar o controle territorial do estado. A proposta considera que o problema não está apenas nos crimes isolados, mas também na ocupação de bairros, cidades, rotas e regiões por organizações criminosas.

Entre as principais medidas está o fortalecimento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE-MT) e de outras unidades especializadas, com ampliação planejada do efetivo, treinamento contínuo e equipamentos. O plano também prevê o uso de drones para monitorar fronteiras, rotas de fuga e áreas consideradas dominadas por facções.

A proposta dá bastante espaço à integração entre as forças de segurança: polícias Militar, Civil, Penal, Federal, Rodoviária Federal e forças municipais deveriam compartilhar informações para evitar que criminosos se beneficiem da divisão entre os órgãos.

O objetivo declarado é atuar principalmente contra lideranças criminosas, fluxos financeiros, armas, drogas e estruturas usadas pelas facções, além de recuperar áreas sob domínio do crime.

O plano também estabelece que o uso da força deve seguir protocolos, treinamento, supervisão e investigação de ocorrências graves. A proposta afirma que o enfrentamento ao crime deve ocorrer dentro da lei e sob controle institucional.

Segurança por projeto

Outra proposta apresentada é a criação da Segurança Orientada por Projeto (SOP). A ideia é que cada problema de segurança tenha um projeto específico, com diagnóstico territorial, objetivo, equipe responsável, orçamento, cronograma, tecnologia e indicadores públicos.

Na prática, antes de definir uma operação ou deslocar policiamento, o estado deverá identificar onde o crime ocorre, em quais horários, quem são as vítimas, quais padrões aparecem e quais órgãos precisam atuar.

O plano também propõe utilizar dados criminais já produzidos pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para transformar essas informações em ações específicas.

Segurança no desenho das cidades

Maurício Coelho ainda propõe aplicar conceitos de segurança por design urbano, principalmente em novas praças, parques, escolas, calçadas, loteamentos e obras de requalificação.

A proposta utiliza uma metodologia que busca reduzir “oportunidades” para crimes por meio do próprio desenho dos espaços. Entre as medidas estão iluminação adequada, redução de pontos cegos, acessos mais claros, vegetação que não esconda caminhos, calçadas acessíveis, fachadas ativas e ocupação dos espaços públicos.

O plano ressalta que esse tipo de medida não substitui o trabalho policial, mas pretende tornar os espaços menos favoráveis à atuação criminosa.

Polícia por desempenho

Outra proposta é criar indicadores para avaliar o desempenho das diferentes áreas da segurança pública.

No policiamento ostensivo, seriam considerados fatores como redução de crimes, tempo de resposta, proteção de áreas vulneráveis e confiança da população. Na Polícia Civil, entrariam critérios como esclarecimento de crimes, qualidade das investigações e tempo de conclusão.

A perícia seria avaliada pela qualidade e pelo prazo dos laudos, enquanto o sistema prisional teria indicadores relacionados à segurança, controle e reincidência.

O plano afirma que não haverá recompensa simplesmente por prender mais pessoas, mas pelo resultado das ações. Equipes com desempenho consistente poderiam ter prioridade em equipamentos, formação, tecnologia e progressão institucional. Já aquelas com resultados ruins receberiam apoio técnico e planos de correção.

Natasha Slhessarenko 📝

O plano de Natasha Slhessarenko concentra duas das principais propostas no sistema prisional e na prevenção da violência. A primeira é acabar com a superlotação como estratégia de funcionamento das prisões, considerando que unidades com mais presos do que vagas podem favorecer o recrutamento e o fortalecimento de facções.

Para enfrentar o problema, a proposta prevê um mutirão permanente para revisar a situação processual de presos, especialmente os provisórios, além da ampliação de alternativas penais para crimes sem violência. A construção de novas vagas seria utilizada somente onde a superlotação persistir mesmo após essas medidas.

A segunda frente é uma política de prevenção que pretende fazer a segurança chegar antes do crime.

O plano prevê programas permanentes nos bairros mais vulneráveis, envolvendo esporte, cultura, escola e ações de enfrentamento ao álcool e às drogas.

Também são previstos conselhos de segurança com participação efetiva da população, capazes de propor e cobrar ações do poder público.

A proposta defende, ainda, uma atuação integrada entre segurança, educação, saúde e assistência social, partindo da ideia de que as causas da violência não podem ser enfrentadas somente dentro das delegacias.

Otaviano Pivetta 📝

O plano do candidato Otaviano Pivetta apresenta como eixo de segurança a ideia de um estado em que o cidadão tenha paz e o crime seja enfrentado com firmeza. A proposta parte de problemas como o avanço das facções nos bairros, crimes patrimoniais no campo, o tráfico de drogas pela fronteira com a Bolívia e o déficit de vagas no sistema prisional.

Entre as estratégias apresentadas estão inteligência, integração entre forças de segurança, combate financeiro às organizações criminosas e modernização de equipamentos, veículos e estruturas de perícia.

Um dos principais projetos citados é o Vigia Mais MT, baseado no uso de câmeras e no chamado cercamento digital. A proposta prevê ampliar a conexão de prefeituras, rodovias, escolas e setor produtivo a uma central integrada no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Para a fronteira, o plano prevê a expansão do cercamento digital com leitura de placas e alertas em tempo real.

Outra proposta é a criação do Batalhão Rural da Polícia Militar, com patrulhamento específico para a área rural, além do fortalecimento da Força Tática e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas ou Motorizadas (Rotam) nas Regiões Integradas de Segurança Pública.

O plano também propõe delegacias regionais especializadas no combate ao crime organizado e uma atuação voltada ao estrangulamento financeiro das facções.

Uma medida prevista é a implantação de uma Delegacia Virtual nos 142 municípios, permitindo atendimento de delegado sem que seja necessário deslocamento de viaturas ou viagens longas.

Na área de tecnologia, aparecem, ainda, drones para patrulhamento de fronteiras e grandes centros, ampliação do banco de DNA e uso de inteligência artificial para tentar posicionar o policiamento ostensivo de acordo com as necessidades identificadas.

Também está prevista uma operação integrada para combater a poluição sonora urbana, envolvendo as polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e fiscalizações municipais.

Sistema prisional

No sistema prisional, o plano defende o isolamento das lideranças de facções e o bloqueio da comunicação entre presos e o ambiente externo.

Entre as propostas está a construção de parques fabris prisionais, com galpões industriais nas áreas externas de grandes unidades para ampliar parcerias com empresas e permitir que reeducandos aptos trabalhem e aprendam uma profissão.

O plano também propõe a universalização de bloqueadores de sinais de celular, internet e radiocomunicação, acompanhados de sistemas automatizados de varredura.

Outra medida é construir novos módulos de segurança máxima no interior, nos moldes do Raio 8 da Penitenciária Central do Estado (PCE), para descentralizar o isolamento de lideranças criminosas e reduzir custos com escoltas.

Por fim, o plano prevê concursos públicos periódicos para recompor e qualificar o efetivo da Polícia Penal e do sistema socioeducativo.

Rafaell Milas📝

O plano de Rafaell Milas coloca a fronteira com a Bolívia, a expansão territorial das facções e o sistema prisional no centro do diagnóstico.

A proposta aponta a extensão da fronteira internacional como um dos fatores que tornam Mato Grosso rota para tráfico de drogas e contrabando. Também cita a interiorização das facções e crimes contra propriedades rurais, incluindo modalidades descritas no plano como “novo cangaço” e roubos de defensivos agrícolas.

Para enfrentar esse cenário, o candidato propõe reforçar o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), aumentando o efetivo e utilizando drones de longa distância, sensores termais e imagens de satélite.

Também está prevista a criação da operação “Tormenta do Cerrado”, uma força-tarefa permanente formada por Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros. A proposta seria combater crimes ambientais organizados, grilagem de terras e estruturas utilizadas pelo tráfico de drogas.

No sistema prisional, o plano defende o fortalecimento da Polícia Penal, com mudanças nos planos de carreira, avaliação por desempenho, investimentos em inteligência penitenciária, equipamentos e capacitação.

Uma das propostas mais rígidas é a criação do “Inferno Pantaneiro”, um presídio estadual de segurança máxima com bloqueio de comunicação, scanner corporal tridimensional e celas individuais.

O plano também prevê a transferência imediata de chefes de facções para um Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) estadual, com escolta e monitoramento da Polícia Penal. Outra proposta é utilizar mão de obra prisional em obras públicas por meio de convênios previstos na Lei de Execução Penal.

Combate financeiro

O candidato também propõe a criação de um Núcleo de Combate Financeiro ao Crime Organizado, reunindo Polícia Civil, Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, inteligência da Polícia Penal e Secretaria de Fazenda.

A ideia é identificar, bloquear e confiscar bens e ativos ligados às facções. O plano prevê, ainda, que esses recursos sejam destinados ao reaparelhamento das forças de segurança. Na área de investigação, estão previstas tecnologias para análise balística, identificação de DNA e perícia digital.

O modelo proposto também prevê uma estrutura de inteligência integrada, com dados do Gefron, drones e satélites chegando a uma central integrada, além do uso de reconhecimento facial e leitura automática de placas em áreas urbanas e rurais.

Sargento Laudicério📝

O plano de Sargento Laudicério trata a segurança pública como uma política de estado, com foco na prevenção, recomposição dos efetivos, integração entre instituições, fortalecimento das fronteiras e modernização tecnológica.

Na fronteira, a proposta é ampliar o policiamento e a inteligência, utilizando tecnologia de monitoramento, integração de bancos de dados e cooperação com forças estaduais e federais.

Outro eixo é o combate financeiro ao crime organizado, com fortalecimento dos núcleos de inteligência patrimonial e financeira para localizar ativos ilícitos e apoiar medidas judiciais de bloqueio e perda de bens.

A prevenção também aparece como uma das principais frentes. O plano propõe mapear as chamadas manchas criminais e direcionar policiamento, iluminação, urbanismo e políticas sociais para as áreas com maior incidência de crimes.

Prevenção ao aliciamento de jovens

Uma das propostas específicas é o Programa Estadual de Prevenção ao Aliciamento de Adolescentes e Jovens pelo Crime Organizado. A ideia é integrar educação, assistência social, esporte, cultura, trabalho e segurança para identificar fatores de risco e ampliar mecanismos de proteção.

Entre as ações citadas estão permanência escolar, qualificação profissional, primeiro emprego, esporte, cultura, apoio familiar e atuação nos territórios mais vulneráveis.

O plano também afirma que a política deverá evitar a estigmatização de jovens de regiões periféricas, tratando adolescentes e jovens como sujeitos de direitos e destinatários de oportunidades e proteção.

Outra frente é o fortalecimento da inteligência integrada contra facções, reunindo análise criminal, inteligência penitenciária, investigação patrimonial e financeira, integração de dados e cooperação entre as forças.

A prioridade, segundo o plano, seria atingir lideranças, dinheiro, logística e comunicação das organizações criminosas, com controle de legalidade e respeito aos direitos fundamentais.

Wellington Fagundes📝

O plano de Wellington Fagundes propõe a criação de um Programa Estadual de Combate ao Crime Organizado, com atuação integrada. Uma das prioridades é ampliar a presença estadual na fronteira com a Bolívia, com aumento de efetivo, modernização de equipamentos, uso de tecnologia, busca de recursos federais e expansão das bases do Gefron.

O plano também inclui regularização fundiária e governança territorial como parte da estratégia para a região de fronteira.

Na gestão da segurança pública, aparece a proposta de criação do MT Seguro, uma política permanente de gestão por resultados.

O plano também prevê uma política de valorização dos profissionais da segurança pública, do sistema penitenciário e do socioeducativo, com atenção específica à saúde mental dos servidores.

Segurança no campo

Para a área rural, a proposta é criar uma Política Estadual Permanente de Proteção ao Campo. Entre as medidas estão o mapeamento georreferenciado de propriedades rurais, estradas vicinais e pontos críticos, além da ampliação do patrulhamento rural.

O candidato também propõe incentivar o uso de câmeras, drones e sensores em áreas estratégicas, conectados às centrais de comando e controle da segurança pública.

Outra medida é criar uma rede de cooperação entre produtores rurais, sindicatos e forças de segurança, com canais diretos de comunicação e compartilhamento de informações.

Investigação e tecnologia

Na área investigativa, o plano prevê modernização dos equipamentos e da infraestrutura tecnológica das instituições. A investigação financeira deverá ser fortalecida, principalmente no rastreamento de ativos ilícitos.

Também estão previstas a ampliação da perícia digital, o fortalecimento da cadeia de custódia das provas técnico-científicas e a integração dos sistemas utilizados pelas instituições de segurança e Justiça.

O objetivo é reduzir o isolamento de informações entre os diferentes órgãos.

Por fim, o plano propõe modernizar as forças de segurança, ampliar a rede de escolas militares, reestruturar a Polícia Comunitária e levar o videomonitoramento para todos os municípios de Mato Grosso.

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